Cortando a Película

Segurança doméstica e um bruxo gay

Enviado em Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Outubro 21st, 2007

No site “Making Light”, uma bela notícia chamada Tornando-nos mais seguros todo dia II, onde a Homeland Security dos Estados Unidos (que cuida da segurança interna do país) confiscou o hard drive de um músico na fronteira com o Canadá, levando o seu novo álbum inteiro. “A melhor versão de O Cachorro Comeu Minha Lição de Casa da história“, disse o autor Jim Macdonald

Ah, e o Dumbledore era gay. O amor de sua vida era Gellert Grindelwald, seu grande rival, que tornou-se um bruxo das trevas e morto pelo próprio Dumbledore. Melhor comentário sobre o assunto:

Sra. Rowling, se você está lendo isto: Por favor não nos conte sobre Abeforth e a cabra. Eu realmente não quero saber.

Definitivamente o Making Light vai virar mais um dos meus RSS.

Ksenia Ponomareva sobre Vladmir Putin

Enviado em Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 27th, 2007

Esta foi genial:

“Putin is no enemy of free speech,” Ksenia Ponomareva, who worked on his first Presidential campaign, told the St. Petersburg Times. “He simply finds absurd the idea that somebody has the right to criticize him publicly.”

Nada como uma bela citação para começar o dia.

“Ferramentas de Hackers” proibidas na Alemanha

Enviado em Religião/Política, Tecnologia by Rodrigo Jaroszewski em Agosto 14th, 2007

MAKE: Blog via O’Reilly Radar:

Hoje [11/08/2007] na Alemanha a Lei da Ferramenta de Hacker entra em vigor. Com o nome oficial do parágrafo 202C, ela diz que é ilegal possuir, usar, produzir, ou distribuir uma “ferramenta de hacker”.

Alguém pode me dizer de que maneira eu poderia me sentir mais seguro na Alemanha sabendo que eu não posso fazer um port scan no meu próprio servidor caseiro, para descobrir as vulnerabilidades do meu sistema, sem que eu mesmo seja preso por essa “posse ilegal”? Ou é que nem com a maconha, não lhe prendem se for para “uso pessoal”?

Esta lei é de uma infantilidade tão grande que, se alguém me contasse na rua, eu não ia acreditar que foi na Alemanha.

Contraste: Com que olhos os blogs são vistos?

Enviado em Relações Públicas, Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Agosto 14th, 2007

Fonte: OMEdI

Citando o Castrezana:

O Estadão chama a gigantesca maioria de blogueiros brasileiros de macacos sem opinião (eles acham que somente quem é jornalista profissional pode ter credibilidade). Assim, na cara dura mesmo. Putz, já não chegava os caras terem batido de frente e perdido da Folha nos anos 90, agora eles tentam enfrentar o veículo que mais cresce no mundo. Sem chance, Estadão. Vocês já tinham cara de século passado no século passado, na era digital estão ficando ainda mais para trás, e isso não é nenhuma opinião nova, é consenso entre os leitores de jornais já faz muito tempo.


Enquanto isso, a ABC via Slashdot avisa que a CIA e a NSA já estão considerando blogueiros como jornalistas: (mais…)

48 Leis do Poder

Enviado em Literatura, Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Junho 4th, 2007

48 Leis do PoderAproveitei um período de relativa calmaria para ler um livro extraordinário: As 48 Leis do Poder, de Robert Greene e Joost Elffers.

Um amigo me surpreendeu dizendo que, pelo que havia ouvido falar, era melhor que O Príncipe Mas eu acho que não poderia deixar de ser assim: Greene, principalmente, soube muito bem traduzir o que Maquiavel ensinava para uma linguagem atual, mas não se fixou apenas nele. As fontes de Greene vão desde Sun Tzu, Moisés, Gracián, Rikyu, Luís XIV, Napoleão, Talleyrand, Fouché, Clausewitz, Bismark, Washington, Kissinger, Boyd e outros. E estamos contando aqui somente os “bons” exemplos.

Sobre a estrutura: Quase todas as leis começam com um exemplo de sua transgressão (A Lei Transgredida) e a interpretação do autor sobre a mesma. Logo após há um exemplo do uso correto (A Lei Observada) e a interpretação sobre por que deu certo nessa ocasião. Depois, a seção “Chaves do Poder” examina as minúcias por trás da lei, com mais exemplos, desta vez mais breves. Por último é apresentado o “Inverso” da lei, ou seja, quando ela pode (ou deve) ser transgredida e/ou ignorada.
Uma coisa que eu notei é que, geralmente nas “Chaves do Poder” estão as frases mais importantes para a compreensão do conceito por trás da lei, e um leitor que entrou no ritmo do livro pode identificá-las facilmente e cruzá-las com suas próprias experiências. De fato, minha cópia está cheia de notas nas laterais das páginas, não tendo mais porque eu geralmente não costumo fazer esse tipo de coisa (meu O Senhor dos Anéis e outros livros de Tolkien estão intactos por este aspecto, mesmo com meu uso intensivo deles, por exemplo), e com certeza não poderia neste momento pensar em emprestar o livro a ninguém por conta disso.

Mesmo assim, não me atreveria a fazer uma série de “resumões”, como venho fazendo no meu outro blog com o Curso de Quenya. Para a pessoa que lê da primeira vez, as estórias por trás das leis são cruciais para o entendimento do material e, com certeza, o conteúdo do livro se fixa na mente do leitor por causa das estórias. Nesta última semana, conversando com minha mãe sobre diversos assuntos, me lembrava dos contos do livro e de como eram parecidos com a situação que nós dois discutíamos no momento.

Portanto, se você tiver R$ 64,50 para investir em uma verdadeira mina de ouro, faça uma visita à Livraria Cultura e compre o livro. Leia o livro imediatamente também! Não há um só compromisso no mundo mais importante no mundo hoje, na vida de qualquer pessoa, do que dedicar uma semana para ler esse livro por inteiro!

Google nas eleições: Hilary Clinton e John McCain

Enviado em Gmail, Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Maio 13th, 2007

EDITADO: Os vídeos não tinham funcionado. Agora estão OK.

Uma empresa com muito dinheiro para gastar, a principal via de comunicação visual do mundo e a eleição mais importante do planeta. Google, YouTube e as eleições presidenciais 2008 dos Estados Unidos!

Eu acho que isto é um avanço tremendo. 60+ minutos por cada vídeo parece muito para nós, mas nos Estados Unidos, principalmente ao redor das universidades, não é raro haver conexões com mais de 12mbps, como alguns amigos meus tem. É quase como assistir um debate ao vivo, mas sem intromissões.

Até agora só consegui assistir à entrevista com o McCain, mas minha impressão dele melhorou muito, e espero que a dos americanos também. Divido minha esperança de assistir em breve uma entrevista com o Barack Obama, que é cotado como o mais provável vencedor.

Sem mais, aqui estão os vídeos:

A insurgência no Iraque acabou?

Enviado em Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Março 16th, 2007

A Defense and the National Interest continua cada vez melhor. Após uma pequena remodelamento (que deixou o Discurso do Boyd mais fácil de encontrar), adicionaram um feed para seus novos artigos. Um deles, o mais interessante até agora, foi lançado nesta semana (dia 13) com o nome “A insurgência acabou, o que abre um caminho à paz“.

O brilhantismo desse artigo está em notar um fato muito importante: se não há governo, não há insurgência. “Ter uma burocracia, uma capital, uma constituição e um assento na ONU não faz um governo”, diz o autor do artigo, que usa o pseudônimo de Fabius Maximus. Ele lista o que faz realmente um governo ser um governo:

  • Controlar as forças armadas, ou até mesmo possuir o monopólio delas dentro de seu território;
  • A habilidade de impor e coletar impostos;
  • Um mecanismo administrativo para executar suas políticas;
  • Território no qual é uma entidade política dominante;
  • Controle das fronteiras;
  • Legitimidade (não amor) aos olhos de seu povo.

O “governo” nacional do Iraque não tem, pela maioria dos relatos, qualquer um desses. Ele vive do retorno financeiro do petróleo e do financiamento dos Estados Unidos. Seus ministérios são controlados por grupos étnicos e religiosos, parcelados como patronagens e conduzidos para o benefício de seus “donos”. O único território que controla é a Zona Verde, pela graça das forças armadas da Coalizão.

(…)

Não há insurgência no norte do Iraque. Não porque o governo nacional comanda o local, mas porque ele não comanda. Após 50 anos de luta, a insurgência curda venceu. Eles controlam o exército (Peshmerga), instituem impostos, criam leis e tem a lealdade da maior parte do povo da região.

Não há insurgência no sul do Iraque. A autoridade voltou às comunidades locais, conduzida por uma mistura de líderes tribais, étnicos e religiosos. As regiões setentrionais e meridionais são proto-estados, conduzidos por um governo em seus primeiros estágios de crescimento.

No meio está uma zona sem governo e disputada, uma mistura étnica e religiosa diversa. Já que não há mais um governo nacional para o Iraque (a Coalizão o destruiu, e nenhum governo na zona disputada, não pode haver insurgência.

Que tal isso para uma visão não-convencional das coisas? O brilhantismo do autor está em admitir a realidade e partir dali para a melhor solução possível, e não para uma solução “dos sonhos”. Eu sugiro que todos dêem uma lida mais a fundo no artigo, pois é uma verdadeira aula de pensamento não-linear.

Os “istas”

Enviado em Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Março 11th, 2007

Sabe o que eu tenho mais nojo no mundo? Os “istas”. De todos, no ramo político, o pior é o Nacionalista. Sabe por quê?

Porque o Nacionalista coloca a nação acima do certo e do errado, acima do próprio cidadão. A nação precisa comandar e o cidadão precisa fazer nada mais do que obedecer.

Uma nação comandada por um governo Nacionalista não tem permissão de ser criativa ou inovativa. O futuro guarda o fim da rigidês, e portanto o fim do regime. Quando um regime assume por meio da força é porque ele acredita estar mais certo do que os outros sempre, e nunca haverá alguém mais certo. Quem não está certo junto com eles é perigoso, e deve ser preso e morto, e talvez seja torturado entre uma coisa e outra para que se encontre mais gente que está errada.

Eu não tenho um problema com a origem do Golpe de 64.  Um dos istas que eu odeio é o Comunista, porque é o mais demagogo deles, e fico contente que eles não tenham tomado o país. Prefiro hoje o Brasil do jeito que está e os partidos (inclusive o Comunista) do jeito que estão do que uma gigantesca Cuba. Mas dizer que ele foi inteiramente benéfico para o Brasil? Ah, por favor! É querer ser muito cego para não ver! Vamos culpar o Sarnei pela superinflação? “Estupra, mas não mata” é uma frase inventada sem conexão com a realidade?

Os istas colocam uma coisa acima de tudo: o reflexo das suas preferências, a sua própria visão de universo. A idéia de que outras pessoas não possam ser felizes fora do universo onde ele é o agride tanto que ele nem deseja pensar, então ele apaga essa possibilidade de sua cabeça ou confunde isso como uma afronta.

“Brasil, ame-o ou deixe-o”, vocês se lembram disso?

Aquecimento Global

Enviado em Educação, Religião/Política, Tecnologia by Rodrigo Jaroszewski em Março 9th, 2007

Uma que eu li hoje no Lunch Over IP:

Um pouco depois que assisti o discurso do Al Gore na TED do último ano, tive uma conversa no jantar com amigos sobre o aquecimento global, e a minha filha de 15 anos disse: “Estou assustada e estou com raiva; a sua geração criou esse problema, é melhor consertar”. Eu não sabia o que dizer. Talvez existam dias onde o pânico é a resposta apropriada, e talvez tenhamos chegado a esses dias.

– John Doerr na TED 2007

Não concordo que o pânico seja a resposta apropriada, mas funcionou para ele. Interessante ele mencionar o exemplo do etanol no Brasil também.

Aliás, esse discurso foi em uma das convenções mais famosas do mundo, a TED. Se você não conseguiu entrar na lista seleta de pessoas que conseguem pagar com dois anos de antecedência para assistir, você pode acessar todas os discursos anteriores a partir deste site gratuitamente. Inclusive o do Al Gore.

Poder, sedução e guerra

Enviado em Religião/Política by Rodrigo Jaroszewski em Março 5th, 2007

Existem dois livros na minha estante que eu ainda não li, mas que parecem promissores: As 48 Leis do Poder e A Arte da Sedução, do autor Robert Greene. Pelo que eu venho observando, as pessoas que lêem esses livros saem com a clara impressão de que são livros da magnitude de O Príncipe. Sendo que essas pessoas são pessoas comuns, e não a imprensa que faz hype em cima de qualquer coisa que eles caiam de paixão…

Mas o interessante é que esses dias a minha mãe (que comprou esses livros) encontrou o blog do Robert Greene, o que pode-se considerar uma “amostra-grátis” dos seus livros. Chamou-me a atenção mais do que tudo este post sobre o John Boyd, fazendo uma conexão excelente sobre uma empresa cheia de competição interna e a vida de um piloto de caça, que precisa ser individualista e altamente competitivo, mas ao mesmo tempo precisa trabalhar em harmonia com o resto dos seus companheiros. Mostra que o Greene fez seu dever de casa: o motivo principal em torno do conceito de estratégia de Boyd é o de permanecer-se amorfo e moldar-se e adaptar-se ao cenário. Utiliza-se o caos ao seu favor não ao controlá-lo, mas ao canalizá-lo contra o seu oponente.

Só tem uma coisa que eu não simpatizei com ele: sua preferência por Napoleão sobre outros estrategistas. Acima até de Sun Tzu. Não adianta o quão fluidas sejam as suas manobras com o exército, pois se na hora de trocar tiros você é rígido, você vai sofrer muitas baixas sem necessidade. Não há desculpas para não tentar minimizar qualquer perdas e baixas do seu exército, a não ser que você não tenha amor por seus comandados.