Soma de valores percentuais
Matemática não é o meu forte. Nunca foi. Como resultado, eu não sabia que somar valores percentuais é impossível. Felizmente aprendi isto a tempo, aqui no estágio. Aqui está a maneira correta de calcular:
Para facilitar as coisas, evitando que a gente tenha que fazer todos essas contas, existe um caminho mais prático, que á a transformação de percentuais em relativos. Para encontrarmos o relativo de qualquer valor percentual, existe uma regra muito simples e fácil de memorizar. Basta tomarmos o número que está antes de símbolo %, dividi-lo por 100 e somar ao resultado o número 1.
Vejamos, alguns exemplos abaixo:
10% (10 / 100) + 1 1,10
7% (7 / 100) + 1 1,07
33,80% (33,80 / 100) + 1 1,338
0,37% (0,37 / 100) + 1 1,00
253,40% (253,40 / 100) + 1 3,534Cálculo para o reajuste do SINJUSC
Período Percentual Fórmula (dividir por 100 e somar 1) Relativo
janeiro de 2006 1,69% (1,69 / 100) + 1 1,0169
maio de 2006 7,00% (7 / 100) + 1 1,07
agosto de 2006 4,00% (4 / 100) + 1 1,04
dezembro de 2006 10,00% (10 / 100) + 1 1,10
maio de 2007 8,00% (8 / 100) + 1 1,08
- Percentual de reajuste total já concedido: 34,43%
- Relativos = 1,0169, 1,07, 1,04, 1,10 e 1,08
- 1,0169 x 1,07 x 1,04 x 1,10 x 1,08 = 1,3443
Obrigado ao SINJUSC pela útil informação.
Material do MIT em Português
OMG OMG OMG OMG!
MIT OpenCourseWare em português! Peguem! Peguem! Leiam! Leiam!
Os livros didáticos das escolas públicas
Tenho um irmão na escola pública e saber dessas coisas me incomoda muito. Propaganda descarada em favor do Socialismo é o cúmulo.
Dê uma lida na coluna do Ali Kamel.
Fonte: Duvido!!
Entrando na faculdade
Nossa, isso aqui está jogado às moscas! Mas felizmente não é um processo irreversível.
Boa notícia! Entrei para uma faculdade, finalmente! É a Faculdade Internacional de Curitiba, e eu farei o curso técnico de Processos Gerenciais. Eu sempre quis fazer uma faculdade sobre administração, mas com uma mentalidade mais prática, portanto esse curso cai bem na descrição.
Para quem estiver procurando um curso de nível superior para fazer, acho uma boa tentar. Existem vários telecentros espalhados pelo Brasil, e você pode dar uma olhada neles pelo site da Facinter ou pelo 0800 702 0500. Se você resolver fazer algum vestibular lá, diga que o Rodrigo Jaroszewski indicou e dê o número do meu Registro Uninter: 234021. Isso vai lhe dar R$ 50,00 de desconto na hora da matrícula (de 220 reais cai para 170 reais).
Outros cursos da Facinter:
- Comércio Exterior
- Gestão da Produção Industrial
- Marketing
- Secretariado
- Logística
- Gestão Financeira
- Gestão Pública
- Gestão Comercial
Passando (quase) sem estudar
O blogueiro Scott Young, de 18 anos, escreveu um post sobre como ele encara o estudo pré-prova. Segundo sua teoria, a maior parte das pessoas compartimentaliza o conhecimento, enquanto o que ele chama de “aprendizado holístico” busca criar uma rede de conhecimento de forma que tudo seja relevante.
As pessoas que aprendem através de compartimentos tentam organizar sua mente como um armário de arquivos. Ao aprender uma nova equação química, essas pessoas tentam arquivar essa informação. Com sorte elas irão arquivar perto de outras equações químicas para que possam tropeçar sobre elas quando necessitarem para uma prova. Os estudantes compartimentalizadores fazem gavetas de arquivos distintas para ciência, matemática, história e artes lingüísticas. Colocando todas as coisas dentro de caixas conhecidas.
O aprendizado holístico vê a questão de uma maneira oposta. Ele não é feito ao tentar lembrar de informações através da repetição e força. Os estudantes holísticos procuram organizar suas mentes como teias de aranha. Cada pedaço de informação é um ponto. Esse ponto é então conscientemente relacionado a toneladas de outros pontos na teia. Não há caixas nessa forma de aprendizado. A ciência se torna literatura que se torna economia. As distinções de assunto podem ajudar quando você está na aula, mas um estudante holístico nunca vê as coisas dentro de uma caixa.
Scott fala que na High School tirava as melhores notas e passou com mérito nos quatro anos. No primeiro semestre da universidade tirou dois A+ e um A, para cálculo, ciência da computação e história antiga asiática, cursos com alta freqüência de falha. Ele ganhou o exame nacional de química para um distrito de três províncias e nem percebeu que estava concorrendo até que foi chamado e dito para começar a estudar.
O site de Scott é cheio de dicas de como ser mais produtivo com a leitura e os estudos de uma pessoa que tem a idade de quem realmente precisa disso. Quem quiser fazer uma visita, o link é este.
Esqueci de dizer: a visão dele sobre o estudo pré-prova é muito interessante. Ele encara como um aquecimento antes de uma corrida, ou seja, é a hora de aquecer para algo que você já está preparado, e não a preparação em si.
Aquecimento Global
Uma que eu li hoje no Lunch Over IP:
Um pouco depois que assisti o discurso do Al Gore na TED do último ano, tive uma conversa no jantar com amigos sobre o aquecimento global, e a minha filha de 15 anos disse: “Estou assustada e estou com raiva; a sua geração criou esse problema, é melhor consertar”. Eu não sabia o que dizer. Talvez existam dias onde o pânico é a resposta apropriada, e talvez tenhamos chegado a esses dias.
– John Doerr na TED 2007
Não concordo que o pânico seja a resposta apropriada, mas funcionou para ele. Interessante ele mencionar o exemplo do etanol no Brasil também.
Aliás, esse discurso foi em uma das convenções mais famosas do mundo, a TED. Se você não conseguiu entrar na lista seleta de pessoas que conseguem pagar com dois anos de antecedência para assistir, você pode acessar todas os discursos anteriores a partir deste site gratuitamente. Inclusive o do Al Gore.
O melhor blog sobre educação
Existem vários blogs que eu acabo descobrindo enquanto leio, bem, blogs. Blogs sobre o Google, sobre literatura, sobre tecnologia, Tolkien, religião, pensamento crítico, etc. Contudo, blogs sobre educação são raros, e os que defendem ferrenhamente a tecnologia aliada à educação são ainda mais raros. Escrito por um ex-professor então, imagine!
Por sorte encontrei um: think:lab, escrito pelo ex-professor de inglês, história e arquitetura Christian Long. No momento ele é Presidente e CEO da DesignShare.com, “uma colaboração virtual de profissionais de planejamento escolar trabalhando ao redor do mundo focando-se em ‘planejar para o futuro do ensino’” — diz Long no seu blog.
Aqui estão algumas notícias interessantes que li em seu blog esta semana:
- No dia 8/2 o LA Times publicou uma matéria sobre professores da região que foram filmados em momentos de fúria dentro da sala de aula e expostos no YouTube. Alguns filmes claramente eram feitos de propósito, depois que os alunos juntos levavam o professor à loucura, somente para criar constrangimento e retaliar notas baixas ou por qualquer outro motivo. Um dos professores filmados disse:
“Teachers have enough problems as there is…. When I come into the classroom I expect to be exposed to my 30 students at that period, not to the world at large.”
A maior parte do artigo do LA Times procura prestar socorro aos professores e maneiras de protegê-los desse tipo de exposição. Contudo, como o artigo indica, detectar quem está com um celular em uma sala de aula é quase impossível e também existem usos legítimos para tais vídeos. Long comenta em dois pontos:
- Má conduta é má conduta, não importa de qual direção venha. — “Vídeos desse tipo não irão embora. O que pode ir embora são os professores que reagem de maneira exagerada. Ou melhor, escolas que enterram a cabeça na areia sobre as questões fundamentais que levam as crianças a fazer isso em primeiro lugar.”
- Podemos continuar a cultivar salas de aula de quatro paredes e mantermo-nos vitais? — “O comentário final do professor traz à tona a questão – embora não intencionalmente – se nós podemos ou não continuar a desenvolver um sistema educacional que é fundado sobre o conceito de 1 professor com 30 alunos ou se nós somos obrigados a ver que cada aula é automaticamente global.”
- Long dá o link para um vídeo excelente, mostrando como crianças da 4ª série da escola elementar Agnes Risley dos Estados Unidos incluíram a sua colega Celeste (que passando por um tratamento para leucemia) em sua sala de aula através do Skype. Dessa forma ela é capaz de assistir às aulas de sua casa e participar em tempo real, fazendo perguntas e recebendo respostas. De certa forma esta notícia complementa a acima, mostrando como câmeras e microfones nas salas de aula podem ser úteis ao ensino.
Um bom exemplo do que está sendo feito em matéria de vídeos universitários é o site http://webcast.berkeley.edu/. Não bastasse um site inteiro para baixar os vídeos, você pode assistí-los também pela Google Video. Espero que em breve o Ensino Médio (do Brasil também) comece a seguir esse exemplo.