Podcast com Nancy Duarte
Nancy Duarte é a fundadora da Duarte Design, que transformou o Al Gore de um político sonolento em um ativista de fama mundial. Eles desenvolvem apresentações, tornando um palestrante medíocre em um cara que é convidado para palestrar na TED.
Ela fala sobre apresentações em uma conferência transformada em podcast que pode ser assistida por completo na VizThink. Eu acabei de escutar todo ele no meu mp3 player (leia: mp3 player da minha mãe), mas tenho certeza de que com o visual deve ficar muito melhor.
A conferência pode ser assistida aqui.
Obrigado ao Garr Reynolds da Presentation Zen por apontar para esse podcast.
Atomização da Conversa
Josh Kopelman aponta e Jason Shellen confirma que “diálogos estão se tornando atomizados”, ou seja, estão seguindo o formato da linguagem de agregamento de notícias Atom, uma sintaxe “concorrente” do RSS.
Não há necessidade para a discussão “ei, como você está?” O diálogo pessoal está sendo substituído pelo mini-feed.
Jason Shellen fez muito para contribuir para isto, criando o Google Reader, através do qual eu mesmo compartilho minhas notícias favoritas diariamente, uma função que permitiu que esse produto se tornasse o líder no mercado de agregadores (passando o Bloglines). Hoje você vê uma extensão disso no Twitter e, principalmente, no FriendFeed.
Se isso é bom ou ruim? Para mim é bom. Eu não sou o cara mais eloqüente do mundo, nem o mais atento. Muitas coisas que eu acho interessante acabam se perdendo em minha mente, simplesmente porque não me lembrei de passá-las adiante. Um serviço como o FriendFeed, portanto, é extremamente importante para manter minha própria memória.
imified
Eu gostaria de apresentar a todos vocês um maravilhoso serviço chamado imified. Ele é basicamente um bot, que aparece como um contato no seu Google Talk. Através dele é possível postar notícias para o seu blog, exatamente como eu estou fazendo agora, entre outras coisas. Ele tem suporte para WordPress e Blogger, claro. Caso estejam interssados, visitem http://www.imified.com!
Eu sou um egomaníaco
Hoje eu recebi a confirmação que eu já esperava há um tempo: sou um egomaníaco. Pelo menos é o que o Michael Gray parece pensar que eu sou. Ele postou no Twitter:
graywolf: O Twitter é o mecanismo mais fácil de auto-regulamentação. Se você achar que alguém é spammer, pare de segui-lo.
Eu então falei:
@graywolf E é fácil de detectar também: veja a razão seguidores/seguidos. Se está pendendo muito para o lado dos seguidos, é um spammer.
Ele rebate com duas mensagens:
graywolf: @rodrigolj Talvez eles criaram uma segunda conta de Twitter para seguir serviços de notícias no Twitter que não seguem você de volta. Isto me torna um spammer?
graywolf: @rodrigolj Há muitas e muitas razões legítimas para que isso ocorra sem precisar marcar ou rotular uma pessoa.
Minhas teorias:
@graywolf Teoria nº 1: Conectar-se com MUITAS pessoas, en masse. Resultado: Falha em me impressionar, pois eu não quero ser apenas uma pessoa entre 1,000 que foram adicionadas no Twitter de alguém em um dia.
@graywolf Teoria nº 2: Alguém quer ler o que outras pessoas dizem. Resultado: Eu não me sinto compelido em reciprocamente seguir a pessoa. O objetivo dela foi alcançado.
graywolf: @rodrigolj Eu não devo ter recebido o memorando onde você nos comunica que nós todos temos de fazer coisas para lhe impressionar.
Bem, considerando que o negócio do Michael Gray é SEO — ou seja, marketing —, sim! Ele tem de me impressionar! É para isso que as pessoas contratam ele, é por isso que eu sigo ele no Twitter e é por isso que eu acho que ele, e todas as pessoas no Twitter, deveriam se preocupar muito em impressionar a todos a quem eles falam (não só eu). Se não querem me ouvir, ao menos ouçam o Seth Godin. Ele fala sobre isso o tempo todo.
Mas certamente o Michael me impressionou. E certamente ele encorajou as pessoas a segui-lo no Twitter. E é por isso que eu sigo ele (pelo primeiro motivo). Mas eu espero que ele me siga também? Óbvio que não!
Razão nº 1 pela qual ele não deve me seguir? Eu “twito” em português. Ele não fala português, então não há motivo de me seguir. A Razão nº 2? Meus twits simplesmente podem não ter o mesmo valor agregado, utilidade ou relevância para o campo de trabalho ou à vida dele. Esta última razão é a mais importante e ninguém pode definir onde começa ou termina o valor, utilidade, ou relevância de uma mensagem, além do próprio leitor.
Pode haver valor sim em fazer um follow em massa. A Márcia Lima fez isso com todos os twiteiros de Porto Alegre, para poder se comunicar com o pessoal da nossa cidade. Ter um motivo claro e legítimo foi o motivo de eu seguir ela. E um bom motivo é necessário sim! Se um twitteiro de Nova Iorque resolver seguir todos os nova-iorquinos com Twitter, será trabalhoso, mas será algo que merece reciprocidade.
No final do dia, embora eu esteja agindo de uma forma rotulada como egocêntrica, eu estou recebendo mensagens muito relevantes à minha carreira e à minha vida (sem pedir por elas, inclusive pelo Twitter!) e, principalmente, não estou sendindo qualquer estresse por sobrecarga de informação. De fato, se tenho alguma frustração que me estressa, é a de não poder fazer mais coisas com as minhas duas horas de almoço por conta do computador lento que tenho no trabalho.
Se você quer receber a água na sua mão, não precisa necessariamente abrir todas as torneiras da casa. Uma torneira já é o suficiente. Também, esta única torneira não precisa estar aberta por inteiro: 1/4 ou metade já é o suficiente para encher um copo bem rápido.
Não faça o que você não sabe fazer
Sabe aquele erro que você comete várias e várias vezes? Quando você estraga alguma oportunidade por ficar passivo? Ou por ser agressivo além da conta? Ou por entrar sempre em um novo mercado na hora errada? Abrir uma empresa sem capital de giro suficiente? Um projeto conjunto em que se passam cinco ou seis anos e nenhum planejamento foi feito? Alguma dessas coisas acontece com vocês diversas vezes, muitas vezes sem você perceber que está cometendo o mesmo erro até que, finalmente, o tenha cometido?
Eu descobri que cometo um, quase todo ano: sempre concordo em fazer o que eu não sei fazer.
Em 2000 concordei em ser webmaster do meu esquadrão virtual de Red Baron 3D. Eu não sabia montar a estrutura de navegação de um site na época, e por isto falhei.
Em 2003 concordei em ser administrador de um fórum de Tolkien, a Ordem de Eä, com a incumbência de trazer discussões para a área de línguas. Como descobri, não sei criar discussões, e a minha “Casa” falhou em seu propósito.
Em 2004 concordei em ser moderador da área de Tolkien do fórum Ponei Saltitante. Não percebi que minha incumbência era (novamente) trazer discussões àquela área, e que é óbvio que não sei trazer discussões.
Também em 2004 concordei em ser Coordenador Cultural da Toca RS. Não percebi que a minha incumbência era vender a idéia de que vale a pena gastar seu tempo livre para fazer uma atividade coletiva sem retorno financeiro apenas por uma realização ideológica. Eu não sei inspirar as pessoas a fazer coisas em conjunto, porque eu mesmo não faço as coisas dessa forma! Resultado? Falha…
Em 2006 concordei em ser Diretor Cultural do Conselho Branco. Mesmo problema da coordenadoria cultural.
Em 2007, percebendo meu erro, fui para a Diretoria Técnica e fiz um outro: disse que trabalharia no site, confiante que desta vez eu sabia estruturar a navegação do site. Encontrei algo que de início já era evidente: o site é muito mal construído (para os padrões de hoje). Assumir aquele trabalho era como chamar um decorador para serviço de pedreiro. Eu não sei construir a codificação de um site em ASP, muito menos mexer em um banco de dados, o que me fez falhar. Eu sabia disso, e mesmo assim fui em frente.
Aqui no trabalho eu percebi que entrei na mesma roubada há umas duas semanas atrás: aceitei um trabalho que não sabia fazer. Era com banco de dados, que nem no Conselho Branco, e eu ainda assim entrei na onda.
Depois de oito anos, seria de se esperar que eu houvesse aprendido a lição. Mas não aprendi. Com sorte, escrevendo o problema em algum lugar, eu consiga resolvê-lo permanentemente.
Tenha um preço
Quem não lê meu site, Tolkien e o Élfico, não deve saber que eu participei do AnimeXtreme 2008 no Colégio Salesiano Dom Bosco, neste último sábado e domingo. Durante o evento, meus colegas de estande e eu pensamos em algumas maneiras de obter um retorno financeiro que pague nossos custos e permita que melhoremos nossa infraestrutura.
Percebemos que muito do que nós precisávamos já estava à nossa frente há muito tempo. As pessoas que vêm ao nosso estande constantemente se maravilham com a obra-prima do meu amigo Eduardo, a sua cota-de-malha de cobre. Para encomenda, ela custa R$ 1.500,00, mas e para experimentar? Para sair em uma foto em uma armadura, quanto você pagaria?
As vezes você tem o produto perfeito, com a capacidade de rentabilizar perfeita. Mas pode passar quatro anos com esse produto em sua frente e, ainda assim, não ver o óbvio.
Observe tudo que você tem em casa, tudo que você tem em seu quarto. Imagine o que alguma outra pessoa pode ou gostaria de fazer com isto. Estabeleça um preço para este “o que”. Um preço que não seja tão caro que ninguém pagará, não tão baixo que não cobrirá seus custos, e nem tão barato que as pessoas achem que é algo corriqueiro e banal — ou pior, uma porcaria!
Muito obrigado ao meu professor Frederico, na FATEC, por frisar isto tantas vezes até que eu percebesse a importância de ter um preço. O meu tempo, e meu esforço valem muito, muito dinheiro. Os de vocês também.
A melhor história de pescador
Direto dos comentários da SEOmoz. Coisa de filme de cinema. Quando eu puder, traduzo, mas só para não perder a atualidade do negócio:
So, here is how I did it: (Be prepared to be confused, in dis-belief, then amazed)
I bought a $600 dollar trailer and a $500 car. I boarded the trailer up all around and added a huge sign on every side that simply read , “SEE MY BLOG” and my blog was listed directly below it.
On my blog was an explanation of how to adapt my link as well as asking to “forward it in all of your networking avenues you use” and it had a list of those about 25 networking sites to choose from so they could immediately convert.
Also described was my goal. I was “begging”. I was begging, the same way millions of homeless people do throughout major cities across the nation, except “I” was using the worlds strongest tool, the worlds biggest street corner;… the internet.
Now, in my $500 car with my $600 (advertised) trailer, I would “break down” on the side of the interstate where tens of thousands of people, executives, gamers, geeks, gurus, and other people drive by. Well, this was getting major hits, but I needed to make an impact by the millions.So, I bought another car at $300 and I paid two stunt people to have an accident on this major interstate right at rush hour traffic. It was beautifully done with one car upside down and the other (with the trailor) just perfectly aligned with where the news crew happens to film, and WALLAH! I’m on tv, with my advertisement, striking a huge curiosity frenzy (forget about the thousands of drive by traffic) and ultimately driving traffic to my blog that explains how I was begging by the millions.
The results have been a viral bomb! This was 9 months ago and has already reached over a Billion clicks on a global scale.
I am already at $30K for a lawyer, $10K for the city in damages and possibly looking at a law suit that may set me back over $100K in fines for this stunt.
As you can imagine, I happily concur. I deserve those fines the same way I deserve my $150K a month income right now from the viral effect of that stunt. (next court hearing schedule for May 26.)
I hope to be able to legally speak of my blog again after this court hearing. If not? Well…. Next project!
39 anos de internet
O Robert Scoble lembrou no Twitter hoje que dia 7 de abril é o aniversário simbólico da internet, marcado pelo envio RFC 1 através da ARPANET. Parabéns à nossa grande rede!
Além disto, se eu não me engano hoje é aniversário do meu ex-chefe, Luiz Carlos da Silveira, que adora a tecnologia. Meus parabéns a ele!
Eric Schmidt congelado em carbonita

Desculpe, Portfolio.com, mas essa ilustração conseguiu ficar mais bizarra do que as do New York Times…
Slicer > NASA
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