Yahoo Group Archiver
Gostaria de dedicar um post a um dos programas mais úteis que eu já encontrei, o Yahoo Group Archiver. Ele é basicamente um programa que baixa as mensagens disponíveis nos arquivos de grupos do Yahoo! Grupos.
Ele é escrito em Perl, e como eu nunca mexi com essa linguagem de programação, apanhei um pouco. O que você precisa para fazê-lo funcionar é:
- baixá-lo (claro);
- descompactá-lo em uma pasta qualquer (pode ser no
C:\messages); - baixar o ActivePerl;
- com este último já instalado e operacional, adicionar os arquivos ssleay32.dll e libeay32.dll na pasta
C:\Perl\site\lib\auto\Crypt\SSLeay\.
Para descompactar um arquivo .gz, é necessário um programa como o WinRAR ou o ALZip
Quanto ao ssleay32.dll e o libeay32.dll, mas o mais certo (e seguro) de se conseguir é baixando o Google Video Player, que instala os DLLs na pasta C:\Arquivos de Programas\Google\Google Video Player\.
Acho que seria bom mencionar que os arquivos DLL em geral são ocultados pelo Windows por definição de fábrica, evitando que os DLLs importantes sejam deletados por operadores incautos (ou seja, noobs). Desoculte-os para poder copiá-los ao outro diretório.
Finalmente, para rodar o script, vá com o Prompt de Comando e entre na pasta onde estão instalados os scripts (em nosso exemplo, C:\messages) e digite esta linha de comando:
perl -T yahoo2maildir.pl [nome da lista] [nº da mensagem inicial a fazer o download] [nº da mensagem final a fazer o download]
Se você quiser fazer o download de todas as mensagens da lista Lambengolmor, por exemplo, o código é este:
perl -T yahoo2maildir.pl lambengolmor
Mil mensagens precisaram de uma hora e meia de download em meu computador, mas ele é um PIII 800mhz com 512MB de RAM construído no ano 2000 e conexão ADSL 300k, ou seja, alguém com conexão à cabo e um computador um pouco melhor deve fazer o processo muito mais rápido.
Finalmente, todas as mensagens virão em arquivos de texto separados salvos na pasta C:\messages\[nome da lista]\. Para agrupá-las e convertê-las a um formato de arquivo legível para o Mozilla Thunderbird (desculpe usuários do Outlook! Quem mandou não ser Open Source?) utilize este comando:
perl mboxify.pl [nome da lista] [nome do arquivo a ser salvo com todas as mensagens]
O código que eu usei para as minhas mensagens da Lambengolmor foi:
perl mboxify.pl lambengolmor lbg
Copie o arquivo (no nosso exemplo “lbg”) que estará agora na pasta C:\messages. Com o Thunderbird já instalado, vá à pasta C:\Documentos e Configurações\xxx\Dados de plicativo\Thunderbird\Profiles\yyy.default\Mail\Local Folders e cole o arquivo com as suas mensagens dentro dessa pasta.
Nota: xxx é o seu nome de usuário do Windows (no meu caso é “Rodrigo”) e yyy é uma série de caracteres aleatórios que muda a cada instalação do Thunderbird. A pasta “Dados de Aplicativo” também é escondida por padrão. Para acessar, vá em Iniciar>Executar, digite %appdata% e clique em OK. Sim, os “por-cento” são digitados também.
Todo esse processo parece muito complicado, mas quando você faz fica pasmo de quão simples é obter toda essa informação. O maior benefício é àquelas pessoas, como eu, que não participavam das listas que estão cadastrados desde o seu início, tendo perdido então algumas centenas ou milhares de mensagens de importância significativa. A Yahoo! não lhe dá uma opção para baixar todas as mensagens desde a abertura de uma lista, forçando-o a navegar em uma página cheia de anúncios gráficos pesados para lê-las e impossibilitando a leitura offline.
Outra grande vantagem de ler tais mensagens em um editor de texto ou o Mozilla Thunderbird é que o sistema de busca dos programas do seu computador são bem melhores do que o da Yahoo! Grupos. É tão ruim que a lista Elfling possui um mirror de suas mensagens em outro site, para que as 33000 mensagens sejam facilmente procuráveis.
Espero que esse pequeno tutorial tenha sido tão útil para você quanto foi útil para mim descobrir toda essa história, mesmo que por conta própria. ![]()
Paradigmas
Nas últimas semanas despendi mais de um quarto de meus dias apartando brigas entre amigos por causa de um jogo. O jogo se chama Red Baron 3D, simulador de vôo da Primeira Guerra Mundial. As desculpas que mais escutei sobre as brigas vão desde acusações de ilegalidades até tentativas de tomadas de controle de trabalhos do esquadrão, das quais eu mesmo fui alvo.
Na verdade, após uns 30 segundos em que senti-me ofendido sobre tais acusações, fiquei imaginando o que está acontecendo de tão grave para tanto atrito. Não só em meu esquadrão, mas em vários outros círculos de amigos que freqüento. Círculos muito produtivos que, de uma hora para outra, deixaram de evoluir, caíram na mediocridade, até que as amizades caíssem no esquecimento. Cheguei à conclusão de que estes amigos tiveram os seus paradigmas quebrados, e o seu loop OODA não foi suficientemente rápido para que elas se adaptassem à nova realidade (leia sobre o loop OODA no artigo sobre John R. Boyd). A conseqüência foi um comportamento agressivo na tentativa desesperada de fazer vigorar a realidade antiga, por não ter se preparado para uma realidade nova. (mais…)
AnimeXtreme novamente!
Após anos e anos a AFAR (Associação Ficção, Anime e RPG) conseguiu finalmente trazer seu evento para Porto Alegre com sucesso, e a Toca RS do Conselho Branco estava presente!
Sobre o evento em si, para os padrões do Rio Grande do Sul foi algo gigantesco. Aproximadamente 6.000 pessoas visitaram o Colégio La Salle Nossa Senhora das Dores. Sendo um LaSallista de coração (estudei no Colégio São João, também da irmandade LaSallista) fiquei muito admirado com a infra-estrutura maravilhosa do local. Nunca havia entrado naquele colégio, nem em meus sonhos passou por minha cabeça um espaço tão amplo e bem cuidado no Centro de Porto Alegre. Fiz questão de agradecer ao Irmão Olavo, diretor da escola, assim que o vi, por ceder tão gentilmente o local. Um trabalho admirável. (mais…)
Traduções e tradições
Estava a ler hoje o Andúnië e percebi que na área do fandom havia movimento em um tópico há muito tão vivo quanto um vampiro, sobre as Cartas. Pus-me a ler integralmente o tópico. Fiquei assombrado.
Great Scott! — como diria o Dr. Emmett Brown. O que aconteceu conosco? Sabe, há alguns anos atrás eu costumava falar daquele jeito, mas com o tempo descobri que não é sadio de maneira alguma. Não somente sadio é falar de outra maneira, como muito mais verdadeiro! Vamos ser honestos conosco, a Valinor revolucionou as comunidades tolkienianas, aflorou como a mais famosa entre todas no período dos filmes e, por fim, serviu como base para formação de grupos, por bem ou por mal. Inclusive o Andúnië, embora indiretamente. Também precisamos ser honestos que fama não é o mesmo que uma qualidade moral impecável, mas a vida até agora mostrou-se incapaz de manter pessoas de moral indubitável longe do caminho da megalomania. E acreditem ou não, creio que não seja o caso do Deriel. Preferiria até mesmo não comentar sobre sua índole, mas considero que “profissionalmente” (se podemos chamar a administração da Valinor uma profissão), conheço poucas pessoas tão capazes na área, embora confesse que não é o perfil de gerente que eu procuraria para um clube de fãs. Fato é que a Valinor está reduzindo seu tamanho e seu movimento enquanto aumenta sua capacidade de criação.
E aí chegamos na tão falada tradução das Cartas — que tem ela de tão horripilante assim? É muito interessante notar que a aversão criada em torno de traduções tolkienianas se embasa em fortes pilares: a omissão de parágrafos, um deles fundamental para os estudos; a quase coloquialidade do vocabulário utilizado pela tradutora da Martins Fontes na obra-prima do Professor; por fim, a própria profissão de lingüista do autor, criando uma história rica em detalhes somente notados em sua língua original. Mas de maneira alguma eu advocaria contra as traduções: elas são necessárias para a popularização dos trabalhos. Não advoco a favor também: nada é igual ao original. É importante, sim, mostrar ao público geral a outra face de Tolkien, uma pessoa que redigia meticulosamente e, até certo ponto, aberta ao diálogo sobre sua obra. Por outro lado não é tão importante ao ponto de constatarmos que alguém que não compre a tradução publicada pela Arte & Letra seja digna de um chute no rosto. Ai de mim que consulto um Contos Inacabados emprestado! Com as perspectivas de vendas piores do que na época em que este foi lançado, será que sou um dos vilões apontados como inimigos do fandom? Acho que não. Afinal, o mesmo voto popular que indicou as picuinhas destaque negativo do fandom presenteou-me com dois Eleni Valinóreva. Dois, aliás, que considero uma honra e uma desgraça ao mesmo tempo. Mas culpo quem pelo nível nulo de discussões na área? O fandom por não ler o Curso de Quenya? Eu, por não ter advocado em prol deste à época do lançamento? Ou constatamos a verdade: Poucas pessoas se interessam e virão a se interessar em tal assunto, e muito menos tornar-se-ão interessadas se não pararmos de preocuparmo-nos tanto com o tamanho de nosso fandom e começarmos a produzir algo?
É gente, trocando de assunto e continuando no mesmo, a chapa da qual participo(ei) venceu o referendo e tornar-se-á a nova Diretoria Nacional do Conselho Branco. Enquanto isso, a Toca RS tenta descobrir qual é a melhor maneira de trocar idéias. O azarão é qualquer outra que não seja a lista, se me perguntarem.
Para terminar por hoje, 33 mortos nas estradas do RS neste feriadão. Que continue assim! O bom dos panacas no trânsito é que eles mesmo se matam. É claro, nesse meio-tempo inocentes morrem também, mas não se pode fazer um omelete sem quebrar alguns ovos. Talvez o dia em que esse pessoal perceba que não damos a mínima sobre a sua habilidade em alta velocidade, o ronco do motor dos seus carros rebaixados e que, de maneira geral, não damos a mínima se eles morrerem ou não, eles comecem a perceber a “verdadeira verdade que estamos a fim de saber”: a vida deles importa somente a eles. Consciência não é o tipo de coisa que se compra em uma concessionária.
Uma Visão Analítica
A coisa mais fácil de se fazer com indivíduos da raça humana é categorizá-los. Decisão unânime ou não, nós o fazemos. Einstein é chamado de gênio por quem não é capaz de sequer compreender a implicação global da frase “tudo é relativo”. A maior parte dos presidentes do Brasil foi chamada de burro e, hoje em dia, de corrupta, por gente que sequer é capaz de governar sua própria vida, imagine um país. Mas é claro que essa é uma visão muito simplista da questão e como não desejo prolongar-me em discussão tão inútil, partirei para uma análise superficial de um grupo mais seleto: os criadores.
Criadores, nesse caso, são aqueles que criam teorias acadêmicas a partir de simples discussões de fórum. Existem quatro arquétipos de criadores (ou pessoas relacionadas à criação). Estes são:
- Os concepcionistas: As pedras fundamentais da criação. São aqueles que concebem as idéias, embora raramente saibam executá-las. Geralmente iniciam o tópico;
- Os executores: São aqueles que certamente sabem como implementar as idéias dos concepcionistas, mas geralmente tem a sua mente tão voltada para regras e leis que não conseguem conceber idéias próprias. Geralmente “fecham” o tópico;
- Os leigos: São aqueles que não sabem distinguir a Defesa Indiana (1.d4 Nf6) do 4-4-2. Geralmente são aquelas pessoas que aparecem do nada dizendo “kramba, qeria saber tto qto vcs,flw1!!”. Inofensivas se não desenvolverem auto-confiança (i.e. se não derem uma dentro), caso contrário se unem à linha de frente do próximo arquétipo. Geralmente servem para que aqueles fóruns com 20 usuários ativos tenham uma contagem de 350 registrados e um aumento substancial em mensagens (floods) inúteis; e, por fim
- Os metidos: Essas criaturas geralmente não nasceram assim. Elas cresceram leigas, mas em algum momento elas “tiveram uma idéia”. Contudo, a descarga neutrônica decorrente desse fato histórico foi o equivalente a uma lâmpada de 40W brilhar como um holofote por um nanosegundo, inutilizando aquela região de seu cérebro. Mas, é claro, ele continua agindo como se ainda fosse capaz de fazer algo que preste. Geralmente estoura sua bandwidth (já que atrai os Leigos para o tópico) e te dá um prejuízo gigantesco no final do mês, forçando-o a baní-los. Isto faz com que você, que era um Administrador Criador, seja agora categorizado como Tirano, o que fecha o círculo.