07.01.08

Venci meu ônibus em uma corrida de 1,5km

Enviado em Vida tagged , , , , às 12:12 pm por Rodrigo Jaroszewski

Ontem à noite passei por uma situação cômica. Venci meu ônibus em uma corrida de 1,5km, caminhando.

Todo dia, saio de meu trabalho na Rua Dom Pedro II, esquina com Av. Cristóvão Colombo. A descida até a Av. Benjamin Constant leva aproximadamente 15 minutos, e se saio qualquer minuto após as 6 da tarde, é bem provável que eu perca meu ônibus das 18:20 na parada que passa sob o viaduto da 3ª Perimetral.

Foi o que aconteceu ontem. Conversando com meu chefe por 5 minutos na porta do escritório, vi meu ônibus passando pelo corredor, seguido do único outro que posso pegar, assim que cheguei na esquina da Dom Pedro com a Benjamin.

Para quem não conhece esta parte de Porto Alegre, há um viaduto chamado Obirici, com linhas exclusivas para os ônibus que passam pelo corredor. Após este viaduto há a parada Volta do Guerino. Alí há muitas lojas, bancos, agência dos correios, o terminal de uma lotação e um ônibus, tudo isto gerando uma quantidade descomunal de passageiros. Na saída dessa parada há um semáforo do cruzamento com a Rua Carneiro da Fontoura (que, cruzando a Assis Brasil, transforma-se na Rua Itapeva), caminho obrigatório para quem quer entrar na Rua João Wallig em direção à Av. Nilo Peçanha.

Como resultado, já passei por congestionamentos no corredor de ônibus de mais de 2 quilômetros. Lembrando que em nenhum local desses dois quilômetros meu ônibus passou por faixas que fossem utilizadas por outros veículos. Esses congestionamentos são exclusivamente formados por ônibus.

Sabendo disto, resolvi fazer algo que queria testar há muito tempo: será que conseguiria chegar antes do meu ônibus, partindo da mesma distância, ao mesmo tempo, na parada do condomínio IAPI, a última antes da Volta do Guerino?

Cheguei, sem correr, com 5 minutos e 7 carros de vantagem. Neste meio tempo, um outro ônibus que posso pegar passou por mim. No momento em que cheguei na parada, este ônibus ainda não havia ultrapassado o cruzamento entre a Av. Assis Brasil e a Av. Gen. Emílio Lúcio Esteves (que vira Av. Mal. José Inácio da Silva a partir daquele ponto).

Conversando com o cobrador, ele me disse que o que acontece é simples: o corredor de ônibus da Assis Brasil comporta 160 carros circulando. Neste horário há mais de 500. Ele disse que a EPTC tenta ajudar, enviando os “Azuizinhos”, mas que não adianta muito. Perguntei a ele se o Tri atrapalhou. Segundo ele, o problema não é tanto o cartão que demora mais ou fica com o sistema fora do ar: o problema maior seriam os passageiros que pagam com dinheiro, pois ele não pode contar o troco e apertar o botão para o próximo passageiro passar (sugerindo até um controle de pedal para resolver isto). Óbvio, a idéia é realmente não deixar um passageiro passar sem pagar, mas os fatores complicadores dessa decisão são previsíveis.

Se o tempo permitir, vou seguir um outro conselho do cobrador: caminhar até minha casa. Ele me falou que há um senhor cujo médico pediu para que caminhasse diariamente. Ele sai da Av. Brasil e vai até o Arroio Feijó, à pé, todos os dias de tempo seco. Leva 1h 30min, o mesmo tempo que meu ônibus leva para me largar em casa. Como tenho alguns quilinhos para queimar, não vejo qual seria o lado ruim. São apenas 11km…

5 Comentários »

  1. Ingrid disse,

    Caramba! 11km é muito! hahaha
    pq vc nao tenta uma bicicleta?

  2. Bem, pra começar eu não tenho uma bicicleta. Em segundo lugar, tem muita lomba aqui.

  3. Armando disse,

    Rodrigo:

    Me diverti muito com o teu post. Nasci no IAPI, na rua da Escola Estadual D. J. Becker, e me criei às margens do Arroio Obirici. Estes trajetos todos que vc cita me são muito familiares e me trouxeram recordações.
    Hoje, aos 53 anos, moro perto da Redenção, onde caminho da UFRGS até o Monumento ao Expedicionário, cinco voltas, perfazendo um total de 10 Km. De modo que essa caminhada de 11 Km. é totalmente viável, desde que vc use um tênis, e tirando os incômodos do trânsito e dos problemas de pavimentação.
    Além de ser saudável e significar uma boa economia. Faço este registro esperando que lhe sirva de estímulo. Boa sorte.

  4. Helânia disse,

    Caminhar é sempre bom para a saúde; quisera o povo aqui de São Paulo tomar como exemplo essa sua coragem, bem que essa cidade ficaria menos poluída e o povo menos stressado. Sou de B. Constant, Amazonas e tenho saudades da minha vida saudável. RssssssssBeijos..Helânia- São Paulo

  5. ingride disse,

    eu amor voce


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