07.04.08

Resultados de minha corrida de 11km contra o ônibus

Enviado em Vida tagged , , , às 9:10 am por Rodrigo Jaroszewski

Cheguei a algumas conclusões com a minha tentativa de ganhar na caminhada do meu ônibus na hora do rush.

  1. Perdi a corrida por 20 minutos. Obviamente meu condicionamento físico não ajudou. Ainda assim, não foi até a primeira hora de caminhada que fui ultrapassado pelo primeiro ônibus meu, o Arroio Feijó, e isso já no cruzamento da Assis Brasil com a Sertório.
  2. Menos de 5 minutos depois, um segundo Arroio Feijó ultrapassou o primeiro. Esperar 10 minutos a mais para pegar um ônibus mais vazio não é uma má idéia.
  3. Eu levo praticamente o mesmo tempo (diferença de 5 minutos) para ir do meu trabalho até a parada da Perimetral, e também até a Obirici. A diferença é que, até chegar à Volta do Guerino, eu preciso descer a Plínio Brasil Milano, cujo calçamento está horrível e as poças em dia de chuva se acumulam principalmente no sentido Centro-Bairro. Ainda assim, eu tenho chance de pegar um ônibus mais à frente do que eu pego caminhando até lá.
  4. Caminhar na Cristóvão Colombo, na Plínio e na Assis Brasil é uma coisa. Isso, realmente, é caminhar. Andar na Francisco Silveira Bittencourt e na Bernardino Silveira Pastoriza é fazer tracking! São ruas sem calçadas, mal-iluminadas e onde você pode literalmente escutar o som dos sapos ao seu lado. Eu não me aventuro mais por lá sem um coturno.

Para quem trabalha aqui no meu prédio ou nas redondezas — e pega ônibus para o meu lado — eu diria estas três coisas:

  • Se mora até 20 minutos daqui a pé, vá a pé.
  • Se mora entre 20 e 45 minutos a pé, caminhe até a Obirici e pegue um dos diversos ônibus, pois provavelmente você desce antes do triângulo, e alí há muitas opções.
  • Se você mora a mais de 45 minutos a pé, a única diferença é se o seu ônibus vem do Centro ou da Cairu. Do Centro ele virá cheio, então dá para pegar na Obirici ou na Perimetral que não fará diferença, pois você vai estar de pé mesmo! Se ele sai da Cairu, chegará vazio na Perimetral, então os 40+ minutos de congestionamento passarão enquanto você está sentado.

07.01.08

Venci meu ônibus em uma corrida de 1,5km

Enviado em Vida tagged , , , , às 12:12 pm por Rodrigo Jaroszewski

Ontem à noite passei por uma situação cômica. Venci meu ônibus em uma corrida de 1,5km, caminhando.

Todo dia, saio de meu trabalho na Rua Dom Pedro II, esquina com Av. Cristóvão Colombo. A descida até a Av. Benjamin Constant leva aproximadamente 15 minutos, e se saio qualquer minuto após as 6 da tarde, é bem provável que eu perca meu ônibus das 18:20 na parada que passa sob o viaduto da 3ª Perimetral.

Foi o que aconteceu ontem. Conversando com meu chefe por 5 minutos na porta do escritório, vi meu ônibus passando pelo corredor, seguido do único outro que posso pegar, assim que cheguei na esquina da Dom Pedro com a Benjamin.

Para quem não conhece esta parte de Porto Alegre, há um viaduto chamado Obirici, com linhas exclusivas para os ônibus que passam pelo corredor. Após este viaduto há a parada Volta do Guerino. Alí há muitas lojas, bancos, agência dos correios, o terminal de uma lotação e um ônibus, tudo isto gerando uma quantidade descomunal de passageiros. Na saída dessa parada há um semáforo do cruzamento com a Rua Carneiro da Fontoura (que, cruzando a Assis Brasil, transforma-se na Rua Itapeva), caminho obrigatório para quem quer entrar na Rua João Wallig em direção à Av. Nilo Peçanha.

Como resultado, já passei por congestionamentos no corredor de ônibus de mais de 2 quilômetros. Lembrando que em nenhum local desses dois quilômetros meu ônibus passou por faixas que fossem utilizadas por outros veículos. Esses congestionamentos são exclusivamente formados por ônibus.

Sabendo disto, resolvi fazer algo que queria testar há muito tempo: será que conseguiria chegar antes do meu ônibus, partindo da mesma distância, ao mesmo tempo, na parada do condomínio IAPI, a última antes da Volta do Guerino?

Cheguei, sem correr, com 5 minutos e 7 carros de vantagem. Neste meio tempo, um outro ônibus que posso pegar passou por mim. No momento em que cheguei na parada, este ônibus ainda não havia ultrapassado o cruzamento entre a Av. Assis Brasil e a Av. Gen. Emílio Lúcio Esteves (que vira Av. Mal. José Inácio da Silva a partir daquele ponto).

Conversando com o cobrador, ele me disse que o que acontece é simples: o corredor de ônibus da Assis Brasil comporta 160 carros circulando. Neste horário há mais de 500. Ele disse que a EPTC tenta ajudar, enviando os “Azuizinhos”, mas que não adianta muito. Perguntei a ele se o Tri atrapalhou. Segundo ele, o problema não é tanto o cartão que demora mais ou fica com o sistema fora do ar: o problema maior seriam os passageiros que pagam com dinheiro, pois ele não pode contar o troco e apertar o botão para o próximo passageiro passar (sugerindo até um controle de pedal para resolver isto). Óbvio, a idéia é realmente não deixar um passageiro passar sem pagar, mas os fatores complicadores dessa decisão são previsíveis.

Se o tempo permitir, vou seguir um outro conselho do cobrador: caminhar até minha casa. Ele me falou que há um senhor cujo médico pediu para que caminhasse diariamente. Ele sai da Av. Brasil e vai até o Arroio Feijó, à pé, todos os dias de tempo seco. Leva 1h 30min, o mesmo tempo que meu ônibus leva para me largar em casa. Como tenho alguns quilinhos para queimar, não vejo qual seria o lado ruim. São apenas 11km…