05.08.08

Eu sou um egomaníaco

Enviado em Devaneios tagged , , , , às 1:19 pm por Rodrigo Jaroszewski

Hoje eu recebi a confirmação que eu já esperava há um tempo: sou um egomaníaco. Pelo menos é o que o Michael Gray parece pensar que eu sou. Ele postou no Twitter:

graywolf: O Twitter é o mecanismo mais fácil de auto-regulamentação. Se você achar que alguém é spammer, pare de segui-lo.

Eu então falei:

@graywolf E é fácil de detectar também: veja a razão seguidores/seguidos. Se está pendendo muito para o lado dos seguidos, é um spammer.

Ele rebate com duas mensagens:

 

graywolf: @rodrigolj Talvez eles criaram uma segunda conta de Twitter para seguir serviços de notícias no Twitter que não seguem você de volta. Isto me torna um spammer?

graywolf: @rodrigolj Há muitas e muitas razões legítimas para que isso ocorra sem precisar marcar ou rotular uma pessoa.

 

Minhas teorias:

@graywolf Teoria nº 1: Conectar-se com MUITAS pessoas, en masse. Resultado: Falha em me impressionar, pois eu não quero ser apenas uma pessoa entre 1,000 que foram adicionadas no Twitter de alguém em um dia.

@graywolf Teoria nº 2: Alguém quer ler o que outras pessoas dizem. Resultado: Eu não me sinto compelido em reciprocamente seguir a pessoa. O objetivo dela foi alcançado.

A resposta dele?

graywolf: @rodrigolj Eu não devo ter recebido o memorando onde você nos comunica que nós todos temos de fazer coisas para lhe impressionar.

Bem, considerando que o negócio do Michael Gray é SEO — ou seja, marketing —, sim! Ele tem de me impressionar! É para isso que as pessoas contratam ele, é por isso que eu sigo ele no Twitter e é por isso que eu acho que ele, e todas as pessoas no Twitter, deveriam se preocupar muito em impressionar a todos a quem eles falam (não só eu). Se não querem me ouvir, ao menos ouçam o Seth Godin. Ele fala sobre isso o tempo todo.

Mas certamente o Michael me impressionou. E certamente ele encorajou as pessoas a segui-lo no Twitter. E é por isso que eu sigo ele (pelo primeiro motivo). Mas eu espero que ele me siga também? Óbvio que não!

Razão nº 1 pela qual ele não deve me seguir? Eu “twito” em português. Ele não fala português, então não há motivo de me seguir. A Razão nº 2? Meus twits simplesmente podem não ter o mesmo valor agregado, utilidade ou relevância para o campo de trabalho ou à vida dele. Esta última razão é a mais importante e ninguém pode definir onde começa ou termina o valor, utilidade, ou relevância de uma mensagem, além do próprio leitor.

Pode haver valor sim em fazer um follow em massa. A Márcia Lima fez isso com todos os twiteiros de Porto Alegre, para poder se comunicar com o pessoal da nossa cidade. Ter um motivo claro e legítimo foi o motivo de eu seguir ela. E um bom motivo é necessário sim! Se um twitteiro de Nova Iorque resolver seguir todos os nova-iorquinos com Twitter, será trabalhoso, mas será algo que merece reciprocidade.

No final do dia, embora eu esteja agindo de uma forma rotulada como egocêntrica, eu estou recebendo mensagens muito relevantes à minha carreira e à minha vida (sem pedir por elas, inclusive pelo Twitter!) e, principalmente, não estou sendindo qualquer estresse por sobrecarga de informação. De fato, se tenho alguma frustração que me estressa, é a de não poder fazer mais coisas com as minhas duas horas de almoço por conta do computador lento que tenho no trabalho.

Se você quer receber a água na sua mão, não precisa necessariamente abrir todas as torneiras da casa. Uma torneira já é o suficiente. Também, esta única torneira não precisa estar aberta por inteiro: 1/4 ou metade já é o suficiente para encher um copo bem rápido.

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