Minha opinião sobre Microsoft e Yahoo!
Para quem não sabe o que aconteceu, leia no G1.
A Yahoo! não desvalorizou, pra falar a verdade, como escreve a kottke.org:
Em 31 de janeiro, o dia anterior à oferta da Microsoft de U$ 31,00 por ação da Yahoo!, YHOO estava em U$ 19,18 por ação (market cap: U$ 26,4 bilhões) e MSFT estava em U$ 32,60 por ação (market cap: U$ 303,6 bilhões). No fechamento da bolsa hoje, YHOO fechou em U$ 24,37 por ação (market cap: U$ 33,5 bilhões) e a MSFT em U$ 29,08 por ação (market cap: U$ 270,8 bilhões). Em outras palavras, a oferta da Microsoft aumentou o valor da Yahoo! Inc. por mais de 7 bilhões de dólares e reduziu o valor da Microsoft Corporation por quase 33 bilhões. Em mais outras palavras, em uma tentativa de tomar a Yahoo! à força, eles deixaram uma quantia igual à Yahoo! escapar por seus dedos. Por que ninguém está escrevendo sobre os incríveis ganhos da Yahoo! nas ações e a queda da Microsoft?
O problema, para mim, é que a Microsoft tem muita gordura para queimar. Os dois únicos serviços insubstituíveis da Yahoo!, para mim, é o Yahoo! Respostas e o Yahoo! Site Explorer. Se o resto for embora (incluindo o sistema de busca) não fará a mínima diferença para mim. O mercado brasileiro pode sentir falta do Yahoo! Grupos, e o mercado americano sentirá falta do Yahoo! Messenger (o segundo maior naquele mercado, atrás do AIM), mas o Google Groups amadureceu, e o Windows Live Messenger pode ser fortalecido com uma integração dos dois sistemas.
A Microsoft possui os sistemas operacionais mais utilizados no mundo, o pacote de aplicativos de escritório mais utilizado no mundo, e atua em diversos outros ramos na tecnologia.
Além disso, eu estou acompanhando a briga entre os sites de busca há uns dois anos no mínimo. Dois anos se passaram e eu não vi qualquer inovação na busca da Yahoo! A empresa simplesmente transpira falta de ânimo e vontade. Se é para fazer o que é “bom o suficiente”, deixe este trabalho para a Microsoft! Eles são experts neste ramo.
O Jason Calacanis ontem no Twitter disse que, se fosse o Jerry Yang, teria vendido a Yahoo!, tirado três meses de férias e, então, começaria algo novo. Eu também! A Yahoo! sacrificou o curto prazo em prol do longo prazo, mas eu acho que eles simplesmente não tem mais do que uns dois ou três anos de vida pela frente. Do jeito que as coisas estão, ao menos, esta é a impressão que fica.