Cortando a Película

Atomização da Conversa

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Maio 30th, 2008

Josh Kopelman aponta e Jason Shellen confirma que “diálogos estão se tornando atomizados”, ou seja, estão seguindo o formato da linguagem de agregamento de notícias Atom, uma sintaxe “concorrente” do RSS.

Não há necessidade para a discussão “ei, como você está?” O diálogo pessoal está sendo substituído pelo mini-feed.

Jason Shellen fez muito para contribuir para isto, criando o Google Reader, através do qual eu mesmo compartilho minhas notícias favoritas diariamente, uma função que permitiu que esse produto se tornasse o líder no mercado de agregadores (passando o Bloglines). Hoje você vê uma extensão disso no Twitter e, principalmente, no FriendFeed.

Se isso é bom ou ruim? Para mim é bom. Eu não sou o cara mais eloqüente do mundo, nem o mais atento. Muitas coisas que eu acho interessante acabam se perdendo em minha mente, simplesmente porque não me lembrei de passá-las adiante. Um serviço como o FriendFeed, portanto, é extremamente importante para manter minha própria memória.

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imified

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Maio 30th, 2008

Eu gostaria de apresentar a todos vocês um maravilhoso serviço chamado imified. Ele é basicamente um bot, que aparece como um contato no seu Google Talk. Através dele é possível postar notícias para o seu blog, exatamente como eu estou fazendo agora, entre outras coisas. Ele tem suporte para WordPress e Blogger, claro. Caso estejam interssados, visitem http://www.imified.com!

Brain Rules

Enviado em Livros by Rodrigo Jaroszewski em Maio 20th, 2008

O guru das apresentações, Garr Reynolds (do site Presentation Zen), indicou em seu blog o livro Brain Rules, do Dr. John Medina (um biólogo molecular), como o melhor que ele já leu em 2008. O livro Brain Rules fala do que os cientistas tem certeza com relação ao funcionamento de nosso cérebro e, em 12 regras, explica como melhorar ao máximo o desempenho de nossa mente.

Abaixo segue a apresentação criada por Reynolds explicando como três desses pontos podem ser aplicados para a criação de boas apresentações:

Fonte: Presentation Zen

Google Doctype

Enviado em Google by Rodrigo Jaroszewski em Maio 15th, 2008

A Google lançou outro ótimo serviço ontem: o Google Doctype. Basicamente é uma biblioteca de referência e dicas para quem é webdeveloper.

Não sei se vai ser tão útil quanto a W3Schools, mas até o momento os tutoriais possuem linguagem mais avançada do que a daquele site. Eu suponho que qualquer dica que esteja em um site que ganhou o mundo se concentrando em melhorar a performance de seus servidores e sites sempre só pode ser uma fonte de dicas que vale a pena verificar.

Se você não pode ser o melhor do mundo…

Enviado em Livros by Rodrigo Jaroszewski em Maio 13th, 2008

The Dip… desista.

Basicamente é isto que o Seth Godin fala no seu livro, The Dip, que eu recomendo. Se você não sabe ler inglês, a Lisa (que trabalha com o Seth) me confirmou que a Sextante comprou o direito de tradução do livro, e que ele deve sair logo.

Mas voltando ao assunto, ele está certo. A teoria dele é a seguinte: ser o melhor do mundo é algo muito subestimado. A diferença entre o melhor e o 2º colocado é muito grande. Podemos observar isso lendo a Fortune. A Exxon e a Chevron são as principais concorrentes no mercado de refino de petróleo nos Estados Unidos. A Exxon ganha por 162 BILHÕES DE DÓLARES EM RECEITA! A maior parte dos mercados que você pode consultar naquele site mostrará algo parecido, com o primeiro e o segundo colocados tendo uma receita duas vezes maior do que o resto das empresas.

Para que uma pessoa ou empresa possa ser realmente a melhor do mundo, Seth diz que ela precisa desistir das coisas certas. Não é possível ser bom em tudo, e tentar diversificar demais tira o foco do que você pode realmente ser o melhor. Ele cita as escolhas do Jack Welch, CEO da General Electric, que fechou divisões lucrativas da empresa apenas porque elas não poderiam ser as melhores do mundo naquele mercado. O resultado pode ser visto aqui.

Contudo, no caminho para ser o melhor do mundo, você vai encontrar situações onde há grande pressão e o retorno parece ser pequeno. As vezes essa sensação é o indicativo que você está no caminho certo! As vezes as coisas estarão muito fáceis, e este pode ser o indicativo que você precisa sair desse projeto ou emprego. As vezes você pode sentir que tudo está deslanchando de maneira perfeita, mas isto pode ser o indicativo de que você cairá em um precipício.

Como reconhecer cada uma dessas situações? É o que o Seth explica no livro. Ele só tem 85 páginas e eu li em dois dias; para falar a verdade, li 3/4 dele na mesma noite que comprei, ainda no shopping. Se você gostou do livro, Seth sugere que você empreste para quantas pessoas puder. A minha cópia vai primeiro para o meu amigo Lucas, depois para o Douglas Donin, e dalí para qualquer pessoa que saiba inglês. Quando a Sextante lançar, vou comprar outra cópia e emprestar àqueles que não sabem a língua dos infiéis.

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Eu sou um egomaníaco

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Maio 8th, 2008

Hoje eu recebi a confirmação que eu já esperava há um tempo: sou um egomaníaco. Pelo menos é o que o Michael Gray parece pensar que eu sou. Ele postou no Twitter:

graywolf: O Twitter é o mecanismo mais fácil de auto-regulamentação. Se você achar que alguém é spammer, pare de segui-lo.

Eu então falei:

@graywolf E é fácil de detectar também: veja a razão seguidores/seguidos. Se está pendendo muito para o lado dos seguidos, é um spammer.

Ele rebate com duas mensagens:

 

graywolf: @rodrigolj Talvez eles criaram uma segunda conta de Twitter para seguir serviços de notícias no Twitter que não seguem você de volta. Isto me torna um spammer?

graywolf: @rodrigolj Há muitas e muitas razões legítimas para que isso ocorra sem precisar marcar ou rotular uma pessoa.

 

Minhas teorias:

@graywolf Teoria nº 1: Conectar-se com MUITAS pessoas, en masse. Resultado: Falha em me impressionar, pois eu não quero ser apenas uma pessoa entre 1,000 que foram adicionadas no Twitter de alguém em um dia.

@graywolf Teoria nº 2: Alguém quer ler o que outras pessoas dizem. Resultado: Eu não me sinto compelido em reciprocamente seguir a pessoa. O objetivo dela foi alcançado.

A resposta dele?

graywolf: @rodrigolj Eu não devo ter recebido o memorando onde você nos comunica que nós todos temos de fazer coisas para lhe impressionar.

Bem, considerando que o negócio do Michael Gray é SEO — ou seja, marketing —, sim! Ele tem de me impressionar! É para isso que as pessoas contratam ele, é por isso que eu sigo ele no Twitter e é por isso que eu acho que ele, e todas as pessoas no Twitter, deveriam se preocupar muito em impressionar a todos a quem eles falam (não só eu). Se não querem me ouvir, ao menos ouçam o Seth Godin. Ele fala sobre isso o tempo todo.

Mas certamente o Michael me impressionou. E certamente ele encorajou as pessoas a segui-lo no Twitter. E é por isso que eu sigo ele (pelo primeiro motivo). Mas eu espero que ele me siga também? Óbvio que não!

Razão nº 1 pela qual ele não deve me seguir? Eu “twito” em português. Ele não fala português, então não há motivo de me seguir. A Razão nº 2? Meus twits simplesmente podem não ter o mesmo valor agregado, utilidade ou relevância para o campo de trabalho ou à vida dele. Esta última razão é a mais importante e ninguém pode definir onde começa ou termina o valor, utilidade, ou relevância de uma mensagem, além do próprio leitor.

Pode haver valor sim em fazer um follow em massa. A Márcia Lima fez isso com todos os twiteiros de Porto Alegre, para poder se comunicar com o pessoal da nossa cidade. Ter um motivo claro e legítimo foi o motivo de eu seguir ela. E um bom motivo é necessário sim! Se um twitteiro de Nova Iorque resolver seguir todos os nova-iorquinos com Twitter, será trabalhoso, mas será algo que merece reciprocidade.

No final do dia, embora eu esteja agindo de uma forma rotulada como egocêntrica, eu estou recebendo mensagens muito relevantes à minha carreira e à minha vida (sem pedir por elas, inclusive pelo Twitter!) e, principalmente, não estou sendindo qualquer estresse por sobrecarga de informação. De fato, se tenho alguma frustração que me estressa, é a de não poder fazer mais coisas com as minhas duas horas de almoço por conta do computador lento que tenho no trabalho.

Se você quer receber a água na sua mão, não precisa necessariamente abrir todas as torneiras da casa. Uma torneira já é o suficiente. Também, esta única torneira não precisa estar aberta por inteiro: 1/4 ou metade já é o suficiente para encher um copo bem rápido.

Google Talk Gadget no Google Apps

Enviado em Google by Rodrigo Jaroszewski em Maio 7th, 2008

Eu utilizo o Google Apps para gerenciar meu e-mail relacionado ao Tolkien e o Élfico, e recentemente adicionei um pequeno widget criado para que eu possa me comunicar com visitantes do meu site. Até agora, por conta da falta de suporte dessa função no Google Talk para Windows, eu perdi umas 3 ou 4 oportunidades de interagir com os meus visitantes. Isto é irritante ao extremo!

A única maneira de remediar esse problema é utilizando o Google Talk Gadget, uma versão que roda no navegador. Sendo em JavaScript, obviamente roda mais rápido no Safari 3.1.1, que voltou a ser meu navegador principal enquanto o Firefox 3 não sai do beta. Adivinha qual não é minha surpresa ao ver que não há um mísero link para o Talk Gadget no dashboard da minha conta? Muito menos na ajuda!

Tive de descobrir empiricamente qual é o endereço:

http://hostedtalkgadget.google.com/a/DOMINIO/talkgadget/popout

Substitua DOMINIO pelo domínio que está registrado no Google Apps.

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Minha opinião sobre Microsoft e Yahoo!

Enviado em Administração by Rodrigo Jaroszewski em Maio 6th, 2008

Para quem não sabe o que aconteceu, leia no G1.

A Yahoo! não desvalorizou, pra falar a verdade, como escreve a kottke.org:

Em 31 de janeiro, o dia anterior à oferta da Microsoft de U$ 31,00 por ação da Yahoo!, YHOO estava em U$ 19,18 por ação (market cap: U$ 26,4 bilhões) e MSFT estava em U$ 32,60 por ação (market cap: U$ 303,6 bilhões). No fechamento da bolsa hoje, YHOO fechou em U$ 24,37 por ação (market cap: U$ 33,5 bilhões) e a MSFT em U$ 29,08 por ação (market cap: U$ 270,8 bilhões). Em outras palavras, a oferta da Microsoft aumentou o valor da Yahoo! Inc. por mais de 7 bilhões de dólares e reduziu o valor da Microsoft Corporation por quase 33 bilhões. Em mais outras palavras, em uma tentativa de tomar a Yahoo! à força, eles deixaram uma quantia igual à Yahoo! escapar por seus dedos. Por que ninguém está escrevendo sobre os incríveis ganhos da Yahoo! nas ações e a queda da Microsoft?

O problema, para mim, é que a Microsoft tem muita gordura para queimar. Os dois únicos serviços insubstituíveis da Yahoo!, para mim, é o Yahoo! Respostas e o Yahoo! Site Explorer. Se o resto for embora (incluindo o sistema de busca) não fará a mínima diferença para mim. O mercado brasileiro pode sentir falta do Yahoo! Grupos, e o mercado americano sentirá falta do Yahoo! Messenger (o segundo maior naquele mercado, atrás do AIM), mas o Google Groups amadureceu, e o Windows Live Messenger pode ser fortalecido com uma integração dos dois sistemas.

A Microsoft possui os sistemas operacionais mais utilizados no mundo, o pacote de aplicativos de escritório mais utilizado no mundo, e atua em diversos outros ramos na tecnologia.

Além disso, eu estou acompanhando a briga entre os sites de busca há uns dois anos no mínimo. Dois anos se passaram e eu não vi qualquer inovação na busca da Yahoo! A empresa simplesmente transpira falta de ânimo e vontade. Se é para fazer o que é “bom o suficiente”, deixe este trabalho para a Microsoft! Eles são experts neste ramo.

O Jason Calacanis ontem no Twitter disse que, se fosse o Jerry Yang, teria vendido a Yahoo!, tirado três meses de férias e, então, começaria algo novo. Eu também! A Yahoo! sacrificou o curto prazo em prol do longo prazo, mas eu acho que eles simplesmente não tem mais do que uns dois ou três anos de vida pela frente. Do jeito que as coisas estão, ao menos, esta é a impressão que fica.

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