Não faça o que você não sabe fazer
Sabe aquele erro que você comete várias e várias vezes? Quando você estraga alguma oportunidade por ficar passivo? Ou por ser agressivo além da conta? Ou por entrar sempre em um novo mercado na hora errada? Abrir uma empresa sem capital de giro suficiente? Um projeto conjunto em que se passam cinco ou seis anos e nenhum planejamento foi feito? Alguma dessas coisas acontece com vocês diversas vezes, muitas vezes sem você perceber que está cometendo o mesmo erro até que, finalmente, o tenha cometido?
Eu descobri que cometo um, quase todo ano: sempre concordo em fazer o que eu não sei fazer.
Em 2000 concordei em ser webmaster do meu esquadrão virtual de Red Baron 3D. Eu não sabia montar a estrutura de navegação de um site na época, e por isto falhei.
Em 2003 concordei em ser administrador de um fórum de Tolkien, a Ordem de Eä, com a incumbência de trazer discussões para a área de línguas. Como descobri, não sei criar discussões, e a minha “Casa” falhou em seu propósito.
Em 2004 concordei em ser moderador da área de Tolkien do fórum Ponei Saltitante. Não percebi que minha incumbência era (novamente) trazer discussões àquela área, e que é óbvio que não sei trazer discussões.
Também em 2004 concordei em ser Coordenador Cultural da Toca RS. Não percebi que a minha incumbência era vender a idéia de que vale a pena gastar seu tempo livre para fazer uma atividade coletiva sem retorno financeiro apenas por uma realização ideológica. Eu não sei inspirar as pessoas a fazer coisas em conjunto, porque eu mesmo não faço as coisas dessa forma! Resultado? Falha…
Em 2006 concordei em ser Diretor Cultural do Conselho Branco. Mesmo problema da coordenadoria cultural.
Em 2007, percebendo meu erro, fui para a Diretoria Técnica e fiz um outro: disse que trabalharia no site, confiante que desta vez eu sabia estruturar a navegação do site. Encontrei algo que de início já era evidente: o site é muito mal construído (para os padrões de hoje). Assumir aquele trabalho era como chamar um decorador para serviço de pedreiro. Eu não sei construir a codificação de um site em ASP, muito menos mexer em um banco de dados, o que me fez falhar. Eu sabia disso, e mesmo assim fui em frente.
Aqui no trabalho eu percebi que entrei na mesma roubada há umas duas semanas atrás: aceitei um trabalho que não sabia fazer. Era com banco de dados, que nem no Conselho Branco, e eu ainda assim entrei na onda.
Depois de oito anos, seria de se esperar que eu houvesse aprendido a lição. Mas não aprendi. Com sorte, escrevendo o problema em algum lugar, eu consiga resolvê-lo permanentemente.
Melhor comentário sobre Dragonforce
Eu em geral só posto coisas sérias, mas esta deu para dar umas gargalhadas às 4 da manhã:
“Powermetal”? It’s videogame nonsense “metal”. It sounds like metal that girls would comb their hair to. Whatever happened to metal containing some testocerone??? This is some seriously faggy shit…
O vídeo originando o comentário:
Seja curto e grosso usando o Twitter
Uma das coisas que eu notei neste tempo que eu estou usando o Twitter é que, com apenas 140 caracteres para cada mensagem, a expectativa é que você passe a informação da forma mais direta e condensada possível: o popular “curto e grosso”.
Eu tenho uma neura com celular. Meus amigos geralmente tinham pré-pagos, e eu me sentia mal em alongar uma conversa, por conta do custo da ligação. Por outro lado, eu também usei quase só pré-pagos, e quando uso um celular destes eu me sinto pressionado a passar a informação da maneira mais clara e rápida possível. O resultado é que, cá e lá, minha família lembra que eu preciso parecer ser um amigo ao invés de um sargento.
Com o Twitter é diferente: as pessoas esperam que um twit traga a resposta para a Vida, o Universo, e Tudo Mais. Floreie sua conversa demais e acabará enviando mais twits para dizer o que poderia fazer em um — o resultado é um rótulo de flooder.
Endereços .COM.BR para pessoas físicas
A Registro .br vai permitir às pessoas físicas com CPF em dia a possibilidade de comprarem domínios que terminam em .com.br, antes só permitido a pessoas jurídicas. Aqui está o anúncio:
Subject: Registro COM.BR para pessoas fisicas
Prezado(a) Usuário(a),
COM.BR com CPF
————–Por decisão do CGI.br, o domínio COM.BR, destinado a atividades
comerciais genéricas na Internet, também poderá ser registrado sob um
CPF. Ou seja, pessoas naturais com atividades comerciais e afins
poderão registrar domínios COM.BR.Esta modificação terá efeito a partir do dia 01/05/2008.
Inicialmente, somente o domínio COM.BR estará disponível nesta nova
categoria, genérica, que permite registro tanto com CNPJ quanto com
CPF. Lembramos que, para manter a transparência do registro de
domínios .br, pessoas físicas responsáveis por domínios COM.BR estarão
sujeitas aos mesmos procedimentos das entidades cadastradas
previamente.Verificação DNS
—————O Registro.br monitora constantemente o correto funcionamento de seus
domínios. Fique atento aos avisos de problemas DNS e siga nossas
recomendações para evitar problemas aos usuários de seus sítios.Agradecemos a atenção,
Registro.br
http://registro.br/
Minha sincera opinião: é mais fácil abolir o .com e ficar só com o .br. Para que a marca comercial se não vai ser atribuído para/adquirido por uma empresa de comércio? A exigência do CNPJ é que deixa o apelo para possuir um domínio desses muito maior. Antes o que era um sinal de investimento de capital e um compromisso sério, um diferencial, vai se tornar uma corrida contra o relógio para pegar o que está na prateleira antes que o estoque acabe.
É quase impossível investir demais para se tornar líder no mercado
Todos os nossos sucessos são os mesmos. Todas as nossas nossas falhas, também.
Nós somos bem-sucedidos quando fazemos algo marcante.
Nós falhamos quando desistimos muito cedo.
Nós somos bem-sucedidos quando nós somos os melhores no mundo no que fazemos.
Nós falhamos quando nós ficamos distraídos pelas tarefas das quais não temos a coragem de desistir.
Seth Godin: The Dip, p. 85.
Excelente livro!
Tenha um preço
Quem não lê meu site, Tolkien e o Élfico, não deve saber que eu participei do AnimeXtreme 2008 no Colégio Salesiano Dom Bosco, neste último sábado e domingo. Durante o evento, meus colegas de estande e eu pensamos em algumas maneiras de obter um retorno financeiro que pague nossos custos e permita que melhoremos nossa infraestrutura.
Percebemos que muito do que nós precisávamos já estava à nossa frente há muito tempo. As pessoas que vêm ao nosso estande constantemente se maravilham com a obra-prima do meu amigo Eduardo, a sua cota-de-malha de cobre. Para encomenda, ela custa R$ 1.500,00, mas e para experimentar? Para sair em uma foto em uma armadura, quanto você pagaria?
As vezes você tem o produto perfeito, com a capacidade de rentabilizar perfeita. Mas pode passar quatro anos com esse produto em sua frente e, ainda assim, não ver o óbvio.
Observe tudo que você tem em casa, tudo que você tem em seu quarto. Imagine o que alguma outra pessoa pode ou gostaria de fazer com isto. Estabeleça um preço para este “o que”. Um preço que não seja tão caro que ninguém pagará, não tão baixo que não cobrirá seus custos, e nem tão barato que as pessoas achem que é algo corriqueiro e banal — ou pior, uma porcaria!
Muito obrigado ao meu professor Frederico, na FATEC, por frisar isto tantas vezes até que eu percebesse a importância de ter um preço. O meu tempo, e meu esforço valem muito, muito dinheiro. Os de vocês também.
A melhor história de pescador
Direto dos comentários da SEOmoz. Coisa de filme de cinema. Quando eu puder, traduzo, mas só para não perder a atualidade do negócio:
So, here is how I did it: (Be prepared to be confused, in dis-belief, then amazed)
I bought a $600 dollar trailer and a $500 car. I boarded the trailer up all around and added a huge sign on every side that simply read , “SEE MY BLOG” and my blog was listed directly below it.
On my blog was an explanation of how to adapt my link as well as asking to “forward it in all of your networking avenues you use” and it had a list of those about 25 networking sites to choose from so they could immediately convert.
Also described was my goal. I was “begging”. I was begging, the same way millions of homeless people do throughout major cities across the nation, except “I” was using the worlds strongest tool, the worlds biggest street corner;… the internet.
Now, in my $500 car with my $600 (advertised) trailer, I would “break down” on the side of the interstate where tens of thousands of people, executives, gamers, geeks, gurus, and other people drive by. Well, this was getting major hits, but I needed to make an impact by the millions.So, I bought another car at $300 and I paid two stunt people to have an accident on this major interstate right at rush hour traffic. It was beautifully done with one car upside down and the other (with the trailor) just perfectly aligned with where the news crew happens to film, and WALLAH! I’m on tv, with my advertisement, striking a huge curiosity frenzy (forget about the thousands of drive by traffic) and ultimately driving traffic to my blog that explains how I was begging by the millions.
The results have been a viral bomb! This was 9 months ago and has already reached over a Billion clicks on a global scale.
I am already at $30K for a lawyer, $10K for the city in damages and possibly looking at a law suit that may set me back over $100K in fines for this stunt.
As you can imagine, I happily concur. I deserve those fines the same way I deserve my $150K a month income right now from the viral effect of that stunt. (next court hearing schedule for May 26.)
I hope to be able to legally speak of my blog again after this court hearing. If not? Well…. Next project!
39 anos de internet
O Robert Scoble lembrou no Twitter hoje que dia 7 de abril é o aniversário simbólico da internet, marcado pelo envio RFC 1 através da ARPANET. Parabéns à nossa grande rede!
Além disto, se eu não me engano hoje é aniversário do meu ex-chefe, Luiz Carlos da Silveira, que adora a tecnologia. Meus parabéns a ele!
Como apresentar com PowerPoint
Se você quer realmente aprender a apresentar com PowerPoint ou qualquer outra coisa do jeito certo, aqui está um excelente vídeo de uma apresentação de Garr Reynolds, autor do blog e livro Presentation Zen:
Empresas de hospedagem brasileiras
Meu chefe está pensando em fazer um site. Como resultado, estou fazendo uma pesquisa de custo-benefício entre as 50 maiores empresas de hospedagem de sites do Brasil.
(Esse ranking, diga-se de passagem, é ridículo, pois apenas lista em ordem alfabética as 50 empresas — se não for para mostrar posições, então chame de “lista”! Mas estou saindo do escopo.)
Até agora, o que eu constatei é que os planos de hospedagem brasileiros são totalmente ridículos. A Dreamhost, única americana que encontrei na lista até agora, tem 500GB de espaço (+2GB a cada mês) e 5TB (é, isso mesmo, CINCO TeraBytes, +40GB a cada mês) de transferência. PHP5, bancos de dados MySQL ilimitados, instalador automático do WordPress, Joomla e MediaWiki, e-mail IMAP ilimitado, domínios hospedados ilimitados, Subversion, e até um servidor de chat Jabber.
Isto tudo por U$ 9,95/mês, se você assinar por um ano.
Da lista da Hostmapper, do A ao D, o máximo que eu encontrei nessa faixa de preço (R$ 17,50, um pouco para cima, um pouco para baixo) de espaço foi 2GB, por R$ 29,00, na Central Server. Eu encontrei 60GB de transferência por mês, por R$ 22,50, na Allnet. 15 domínios hospedados na BRS, por R$ 19,90 (aliás, melhor custo-benefício que encontrei até agora entre as brasileiras: 2000MB/20GB).
Por esses mesmos R$ 19,90 a Com4 lhe oferece 100MB de espaço com 1GB de transferência. What the hell?! Isso aí, 5% do espaço e transferência pelo mesmo preço.
Independentemente disso, eu só posso acreditar que o que impede todas essas empresas brasileiras de quebrarem é que o brasileiro não tem acesso fácil a um cartão de crédito internacional. Não haveria como lidar com uma concorrência tão díspar.