Cortando a Película

Avaliações

Enviado em Sun Tzu, Traduções by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 29th, 2006

The Art of WarCapítulo I: Avaliações

O exército é uma questão importante do estado
É o campo da morte e vida.
O Tao da sobrevivência ou extinção.
É impossível não examiná-lo.

§

Então baseie-o nos cinco
Compare por meio de avaliações.
Portanto procure sua natureza.

O primeiro é o Tao, o segundo é o céu, o terceiro é a terra, o quarto é o general, o quinto é o método.

Tao é o que causa o povo a ter o mesmo propósito de seu superior
Portanto eles podem morrer com ele, viver com ele e não enganá-lo.

Céu é o yin e o yang, frio e calor, a ordem das estações
Ir com ele, ir contra ele - isto é vitória militar

Terra é alto e baixo, largo e estreito, distante e próximo, íngrime e nivelado, morte e vida

O general é conhecimento, ser digno de confiança, coragem e rigor

Método é ordenar as divisões, o Tao de dar graduações e de suprimentos principais

Quanto a estes cinco –
Nenhum general deixou de ouvir sobre eles.
Conhecendo-os, alguém é vitorioso
Não os conhecendo, alguém não é vitorioso
§
Portanto os compare através de avaliações.
Portanto procure sua natureza.
Pergunte –
Qual soberano tem o Tao?
Qual general tem a habilidade?
Qual possui céu e terra?
Qual implementa método e ordens?
Qual o exército e multidão mais forte?
Qual possui oficiais e soldados treinados?
Qual tem recompensas e punições claras?
Por estes fatores eu conheço a vitória e a derrota!

O general segue minhas avaliações. Use-o e ele é certamente vitorioso. Mantenha-o.
O general não segue minhas avaliações. Use-o e ele é certamente derrotado. Remova-o.

§

Tendo avaliado as vantagens, siga-as
Então transforme-as em shih para ajudar com o externo
Shih é governar o equilíbrio de acordo com as vantagens

§

O exército é o Tao da enganação –
Portanto quando capaz, manifeste incapacidade
Quando ativo, manifeste inatividade
Quando perto, manifeste como longe
Quando longe, manifeste como perto
Portanto quando ele procura uma vantagem, iluda-o. ~
Quando ele está no caos, tome-o. ~
Quando ele é substancial, prepare contra ele. ~
Quando ele é forte, evite-o. ~
Quando ele é furioso, perturbe-o.
Ataque onde ele está despreparado.
Emerja onde ele não espera.

Essas são as vitórias da linhagem militar
Elas não podem ser transmitidas antecipadamente

§

Agora, na contagem de varas na corte antes da batalha, é vitorioso quem apanha muitas varas de contagem.
Na contagem de varas na corte antes da batalha, não é vitorioso quem apanha poucas varas de contagem.
Muitas varas de contagem é vitorioso sobre poucas varas de contagem.
Muito mais ainda sobre nenhuma vara de contagem.
Por esses meios eu os observo
Vitória e derrota são aparentes.

The Art of War, Denma Translation Group, p. 3-6
Português por euzinho mesmo!
Aliás, aceito esse livro de Natal!

Autocrítica

Enviado em Devaneios, Tolkien by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 29th, 2006

Depois de uma revisão estressante de mais um texto do Tolkien Studies, suponho que eu me encaixe no grupo abaixo…

Spell Nazis

Epopéia Tecnológica

Enviado em Cool, Devaneios, Tecnologia by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 27th, 2006

Depois de passar as últimas duas semanas configurando e testando o Windows XP, além de tudo o que eu podia fazer com ele, posso dizer que estou feliz com o que ele proporciona. Mesmo assim, algumas coisas me surpreenderam.

A melhor coisa do Windows XP é a divisão de usuários: Não existe nada melhor do que encontrar o seu computador da maneira que você configurou. Acordar para encontrar um desktop diferente a cada dia era algo muito, muito irritante. Outra coisa que ajudou pra caramba é que não preciso mais dividir o mesmo Firefox, podendo instalar separadamente todos os favoritos e as extensões que realmente preciso. (mais…)

Japoneses…

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 27th, 2006

Os Filhos de Tolkien

Enviado em Tolkien by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 21st, 2006

Há alguns dias atrás Christopher Tolkien decidiu sair de sua toca francesa e dar uma boa notícia ao resto do Condado, o lançamento em 2007 de The Children of Húrin, que deve ser uma versão concisa e ininterrupta do infame capítulo dois do livro Contos Inacabados, Narn I Hîn Húrin. Finalmente, depois de tanto tempo, alguma coisa nova!

Será?

Para falar a verdade podemos esperar apenas uma normalização do que há muito já possuímos descrito em detalhes (até de mais) n’O Silmarillion, no Contos Inacabados e ao menos em dois livros da série HoME, com alguma sorte em um vocabulário que o “grande público” (isto é, aqueles que não compraram nem o Contos Inacabados em primeiro lugar) não ache enfadonho demais para mantê-los acordados. Mais do que isto: é uma nova maneira de capitalizar em cima da fama dos livros, que deve crescer bastante com o filme O Hobbit.

E isto é errado? De maneira alguma. CT possui os direitos sobre as obras do pai e não está cometendo sacrilégio algum, o professor não era algum tipo de messias. Também há muito pouco que ele possa complicar, pois a maior parte do conto já foi escrita. Contudo, o processo de normalização nunca foi o forte de nosso bravo CT, as vezes por excesso e as vezes por pouca edição. A ascendência de Gil-galad é um exemplo clássico: para quê modificá-la?

Na verdade o que me incomoda mais nisso tudo é que não é um livro nem de JRRT nem de CT: é um híbrido, que não mostrará realmente as idéias de um ou de outro. Gostaria de ler algum dia o livro situado na Terra-média escrito por Christopher Tolkien, para ver a Terra-média através de seus olhos, saber onde ele acha que algo ainda pode ser feito. Mesmo que fosse um conto horrível, agradaria-me muito mais como fã.

George Constanza

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 6th, 2006

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira que termina.

Quero dizer, a vida é dura. Leva muito do seu tempo.

E o que você ganha no fim? Uma morte.

O que é isso, um bônus?!

Eu acho que o ciclo da vida está todo ao contrário.

Você deveria começar morto e tirar isso do caminho.

Então você acorda em um asilo sentindo-se melhor a cada dia.

Você é chutado de lá por ser muito saudável; pega sua pensão e quando você começa a trabalhar recebe um relógio de ouro no primeiro dia.

Você trabalha 40 anos até que você seja jovem o suficiente para aproveitar sua aposentadoria.

Você bebe álcool, você festeja, e se prepara para o 2º grau.

Você vai para o 1º grau, torna-se uma criança, brinca, você não tem responsabilidades, você se torna um bebê e então…

Você passa seus últimos 9 meses flutuando pacificamente como em um spa de luxo: ar condicionado central, serviço de quarto ágil, quartos maiores a cada dia e, então, você termina como um orgasmo.

Amen!

Remington Alfa

Enviado em Devaneios by Rodrigo Jaroszewski em Setembro 1st, 2006

Uma das primeiras coisas que aprendi fora da escola (lá por 1994) foi datilografar. Lembro que era muito difícil para mim, pois não tinha força suficiente para mexer as teclas da máquina de dadilografia da minha mãe, uma Remington Alfa. Mecânica, com o botão Caps Lock muito perto da tecla “A”, essa máquina é a razão pela qual o PC tornou-se tão popular, eu suponho. Mesmo assim, é uma das poucas coisas que estão em minha casa desde que nasci, então ela tem um charme especial, algo que só quem via a destreza dos que escreviam nessas máquinas no passado pode apreciar.

Outra coisa que fazia o aprendizado da datilografia ser tão massante para mim é que não sabia o que fazer com ela, a máquina de datilografia. Escrever sobre o quê? Histórias? Eu não imaginava histórias, ao menos não até aqueles anos bizarros da adolescência, mas se você fosse um homem adolescente, também não teria a mínima vontade de colocar essas histórias em papel (entenda como quiser). (mais…)