Tal pai, tal filha
Meus parabéns a Maddy Gaiman, filha do autor Neil Gaiman, que completou 12 anos ontem. Acho que vou estar velho em uma cadeira de balanço lá pelos meus 70 anos de idade e ainda vou ler os livros dela e do pai dela, me divertindo pra caramba!
Abaixo estou enviando um texto que apareceu no blog do Neil Gaiman em 20/09/2002, que você pode acessar através dos favoritos à direita. É um dos únicos que realmente leio diariamente. De vez em quando aparece alguma coisa muito legal, como a história da evolução dos balões de diálogo nos quadrinhos ingleses.
Maddy: Papai. Preciso saber a verdade. Você é famoso?
Eu: Não. Na verdade não.
Maddy: Mas existem pessoas que sabem quem você é, não é?
Eu: Bem, sim.
Maddy: E elas pensam que você é famoso?
Eu: Algumas delas sim, eu suponho, sim. Por quê?
Maddy: Bem, veja, eu estive observando muito as pessoas ultimamente. Pessoas em carros. TV. E eu penso para mim mesma, “Não seja boba. Pessoas da TV não simplesmente sairiam dirigindo por aí.” Mas então pensei em você. Quero dizer, existem pessoas que veriam você e diriam “Ele não simplesmente sairia dirigindo por aí” e você faz isso. Então eu imagino que essas pessoas sejam estrelas de cinema mesmo.
Tolkien na Rússia
Ao longo da tradução do Tolkien Studies e de meu trabalho como editor do projeto, pude encontrar informações que não conheceria de outra forma. Uma delas é a bizarra saga de O Senhor dos Anéis na Rússia.
É uma daquelas histórias que seriam cômicas, caso não fossem trágicas. No fim dos anos 50, depois do lançamento do Sputnik 1, ficção científica tornou-se in na Rússia, mas muitas “licenças poéticas” eram tomadas na hora de tentar burlar a censura. Não foi diferente com Tolkien, que acabou nas mãos da Sra. Zinaida Bobyr, tradutora de trabalhos de diversos autores, inclusive Asimov. (mais…)
Diversos do Conselho Branco
Nos últimos tempos venho trabalhando em algumas coisinhas para o Conselho Branco: Anuário de Estudos 2005, a tradução do Tolkien Studies e algumas atualizações para o site.
Quanto ao Anuário, é uma pena, mas está extremamente parado. Nas idas e vindas da vida o matérial se perdeu, foi encontrado, não foi lembrado, foi re-lembrado e assim continuou até o ponto em que estamos quase em setembro e não tenho todo o material necessário para decidir aonde vou encaixar cada um deles. Mas uma coisa eu sei: desta vez sai em PDF.
Mas não é nada muito problemático, para falar a verdade, quando comparado ao Tolkien Studies, já que neste preciso ler o original em inglês e revisar a tradução em português. Por esses e outros motivos não trabalho como tradutor. Existem vários trabalhos piores, tenho certeza, mas como eu mesmo não gosto de ser descaracterizado, não gosto da possibilidade de fazer o mesmo com o trabalho de outros.
Felizmente existe uma parte boa: Consigo aprender muito bem sobre o que leio.
Finalmente, para o site, estou fazendo um resumo dos projetos do CB em lingüagem simples. É um tanto mais complicado do que o que pensei, mas acho que o resultado está saindo bem. Não que eu considere essa uma questão primordial: não é que os projetos do Conselho Branco sejam fáceis de implementar, mas sim que os brasileiros estão pouco acostumados à organização. E principalmente não conseguem ver vantagem em fazer o que não dá lucro material instantâneo. Uma pena…
Sobrecarga
Em minha casa, esta semana, estipulamos novas regras para o uso do computador. São nove horas para fazer tudo o que eu quiser, ou melhor, tudo o que eu puder! Percebi que não havia como fazer tudo o que faço, da maneira como faço, em apenas nove horas, e isto é muito preocupante! Nove horas é o tempo de uma jornada de trabalho e, no fim das contas, é isso que faço: trabalho. Trabalho voluntário não-remunerado, feito apenas pelo gosto de ajudar, de ensinar, de participar, mas ainda assim é trabalho.
Sejamos sinceros: Quando estamos fazendo pouco em um tempo que deveria ser suficiente para fazer seu trabalho, qual é a principal causa dessa falta de produtividade?
A resposta é: Falta de organização!
Resolvi fazer uma análise de minhas atividades, testando uma teoria que desenvolvi após ler o livro de Peter Drucker, Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos: Que todo ser humano é uma micro-organização sem fins lucrativos, e somos regidos pelos mesmos princípios. Em outras palavras, tudo que fazemos é feito com o intuito de melhorar a nós e nossa vida e, infelizmente em apenas alguns casos, ajudar o próximo a fazê-lo.
Fui até uma sala vazia, liguei o rádio, e em um papel ofício escrevi o seguinte: (mais…)