08.30.06
Tal pai, tal filha
Meus parabéns a Maddy Gaiman, filha do autor Neil Gaiman, que completou 12 anos ontem. Acho que vou estar velho em uma cadeira de balanço lá pelos meus 70 anos de idade e ainda vou ler os livros dela e do pai dela, me divertindo pra caramba!
Abaixo estou enviando um texto que apareceu no blog do Neil Gaiman em 20/09/2002, que você pode acessar através dos favoritos à direita. É um dos únicos que realmente leio diariamente. De vez em quando aparece alguma coisa muito legal, como a história da evolução dos balões de diálogo nos quadrinhos ingleses.
Maddy: Papai. Preciso saber a verdade. Você é famoso?
Eu: Não. Na verdade não.
Maddy: Mas existem pessoas que sabem quem você é, não é?
Eu: Bem, sim.
Maddy: E elas pensam que você é famoso?
Eu: Algumas delas sim, eu suponho, sim. Por quê?
Maddy: Bem, veja, eu estive observando muito as pessoas ultimamente. Pessoas em carros. TV. E eu penso para mim mesma, “Não seja boba. Pessoas da TV não simplesmente sairiam dirigindo por aí.” Mas então pensei em você. Quero dizer, existem pessoas que veriam você e diriam “Ele não simplesmente sairia dirigindo por aí” e você faz isso. Então eu imagino que essas pessoas sejam estrelas de cinema mesmo.
08.25.06
Tolkien na Rússia
Ao longo da tradução do Tolkien Studies e de meu trabalho como editor do projeto, pude encontrar informações que não conheceria de outra forma. Uma delas é a bizarra saga de O Senhor dos Anéis na Rússia.
É uma daquelas histórias que seriam cômicas, caso não fossem trágicas. No fim dos anos 50, depois do lançamento do Sputnik 1, ficção científica tornou-se in na Rússia, mas muitas “licenças poéticas” eram tomadas na hora de tentar burlar a censura. Não foi diferente com Tolkien, que acabou nas mãos da Sra. Zinaida Bobyr, tradutora de trabalhos de diversos autores, inclusive Asimov. Leia o resto deste post »
Diversos do Conselho Branco
Nos últimos tempos venho trabalhando em algumas coisinhas para o Conselho Branco: Anuário de Estudos 2005, a tradução do Tolkien Studies e algumas atualizações para o site.
Quanto ao Anuário, é uma pena, mas está extremamente parado. Nas idas e vindas da vida o matérial se perdeu, foi encontrado, não foi lembrado, foi re-lembrado e assim continuou até o ponto em que estamos quase em setembro e não tenho todo o material necessário para decidir aonde vou encaixar cada um deles. Mas uma coisa eu sei: desta vez sai em PDF.
Mas não é nada muito problemático, para falar a verdade, quando comparado ao Tolkien Studies, já que neste preciso ler o original em inglês e revisar a tradução em português. Por esses e outros motivos não trabalho como tradutor. Existem vários trabalhos piores, tenho certeza, mas como eu mesmo não gosto de ser descaracterizado, não gosto da possibilidade de fazer o mesmo com o trabalho de outros.
Felizmente existe uma parte boa: Consigo aprender muito bem sobre o que leio.
Finalmente, para o site, estou fazendo um resumo dos projetos do CB em lingüagem simples. É um tanto mais complicado do que o que pensei, mas acho que o resultado está saindo bem. Não que eu considere essa uma questão primordial: não é que os projetos do Conselho Branco sejam fáceis de implementar, mas sim que os brasileiros estão pouco acostumados à organização. E principalmente não conseguem ver vantagem em fazer o que não dá lucro material instantâneo. Uma pena…